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Dermatologistas explicam por que unhas podem ficar mais frágeis depois dos 50 e quais hábitos merecem atenção
Mudanças do envelhecimento, ressecamento e hábitos diários como detergentes, removedores e pequenos traumas podem deixar as unhas mais quebradiças.
Depois dos 50, perceber unhas frágeis não precisa virar motivo de culpa, mas pede atenção aos hábitos. Ressecamento, contato químico e pequenos traumas podem se somar ao envelhecimento natural, deixando a lâmina mais fina, quebradiça e lenta para crescer.
Por que as unhas podem ficar mais frágeis depois dos 50?
Com o passar dos anos, a lâmina ungueal pode perder resistência e mostrar descamação nas pontas. Esse processo costuma ser percebido como unha que lasca facilmente, dobra com menos esforço e exige mais cuidado para manter comprimento seguro.
O envelhecimento também favorece ressecamento progressivo, especialmente quando a unha já enfrenta produtos químicos, removedores e lavagem constante. Para muitas mulheres, a mudança aparece devagar, primeiro como aspecto opaco, depois como fissuras, camadas soltando e crescimento mais lento.

Quais hábitos cotidianos podem piorar a quebra?
Lavar louça, limpar a casa e mexer em detergentes sem proteção parecem tarefas pequenas, porém atacam a hidratação natural das unhas. O contato repetido com água retira oleosidade, facilita descamação e deixa as bordas mais vulneráveis a rachaduras.
Removedores agressivos, esmaltação contínua e procedimentos repetidos também podem enfraquecer a unha, sobretudo quando há lixamento intenso ou retirada de cutículas. A soma de pequenos traumas diários ajuda a explicar por que a quebra insiste mesmo com cuidados ocasionais.
Abaixo, um vídeo do canal Dra Bruna Dal Bello – Dermatologista no YouTube que aprofunda os pontos discutidos neste tema:
Como reduzir a fragilidade sem exagerar nos cuidados?
O primeiro passo é tratar a unha como parte da pele, não como superfície indestrutível. Hidratar mãos, cutículas e unhas com frequência melhora a barreira protetora, principalmente depois do banho, da limpeza doméstica e do uso de removedor.
Luvas durante tarefas úmidas reduzem exposição a detergentes, enquanto manter comprimento moderado diminui dobras e batidas. Quando a unha descama, cortar e lixar suavemente pode evitar que a ponta aberta avance para camadas maiores com facilidade.
Alguns cuidados simples ajudam a reduzir agressões repetidas na rotina:
- Use luvas ao lidar com água, detergentes e produtos de limpeza.
- Hidrate unhas e cutículas após lavar as mãos ou remover esmalte.
- Evite lixar demais, puxar pelinhas e manter unhas muito compridas.
Quando alterações nas unhas pedem dermatologista?
Fragilidade ocasional é comum, mas mudanças persistentes merecem avaliação. Se a unha segue dobrando, descamando ou quebrando apesar da hidratação e da proteção, um dermatologista experiente pode investigar causas além dos hábitos, incluindo questões clínicas associadas.
Também é importante observar alterações de cor, textura, dor, descolamento ou deformidade, especialmente quando aparecem em uma única unha. Esses sinais podem indicar que a causa principal não está apenas no esmalte, no detergente ou no envelhecimento.
Observe sinais persistentes e procure orientação quando a mudança não acompanha a rotina:
- Quebra, dobra ou descamação que não melhora com proteção diária.
- Mudança de cor, dor, descolamento ou espessamento da unha.
- Fragilidade acompanhada de cansaço, queda de cabelo ou outros sintomas.
Como manter unhas mais fortes no dia a dia?
Uma rotina equilibrada combina proteção, hidratação e paciência. Bases fortalecedoras e cremes podem ajudar quando usados sem excesso, mas a prioridade deve ser reduzir agressões. A força real aparece quando o cuidado é contínuo, não apenas antes da esmaltação.
Para mulheres depois dos 50, unhas mais finas não significam abandono da vaidade. Significam ajuste de expectativas e atenção aos detalhes. Com hábitos constantes, proteção contra químicos e avaliação quando necessário, é possível diminuir quebras e preservar conforto.