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Aos 76 anos, bisavó e criando sozinha a bisneta de 11, ela terminou a graduação em Sociologia que tinha começado mais de cinquenta anos antes, e levou a menina junto para assistir à entrega do diploma
Sheryl Royster, 76: bisavó se forma em Sociologia mais de 50 anos depois de começar a faculdade
🎓 Um diploma que esperou mais de meio século
Ela pausou a faculdade para criar filhos, cuidar da família e enfrentar dificuldades financeiras. Décadas depois, voltou à sala de aula e levou a bisneta para ver o resultado. ⬇️
Em Brockton, Massachusetts, uma história de persistência chegou ao fim feliz. Sheryl Royster, de 76 anos, colou grau em Sociologia pela Bridgewater State University, encerrando um percurso acadêmico interrompido havia mais de cinco décadas. Bisavó e responsável pela criação da própria bisneta de 11 anos, ela levou a menina para assistir à cerimônia de formatura, realizada no Xfinity Center.
Por que Sheryl Royster demorou mais de 50 anos para se formar?
A resposta está numa vida inteira de prioridades que vinham antes dos estudos. Ao longo das décadas, a faculdade foi ficando para depois enquanto outras urgências tomavam o primeiro lugar na rotina da bisavó. Mesmo assim, ela nunca deixou de considerar o diploma um objetivo em aberto, apenas adiado.
Esses foram alguns dos motivos que adiaram o diploma por tanto tempo:
- Criação dos próprios filhos, que exigiu tempo integral em diferentes fases da vida
- Cuidado com familiares, incluindo parentes que precisaram de atenção constante
- Dificuldades financeiras, que tornaram os estudos um luxo inviável em certos períodos
- Guarda da bisneta Aixa, assumida quando a menina tinha apenas 5 anos

Mesmo diante de tantos obstáculos, Sheryl chegou à universidade sem saber exatamente qual caminho seguir. Ela buscava inicialmente o curso de African American Studies, mas descobriu que a instituição só oferecia essa área como habilitação secundária, não como curso principal.
Quantos estudantes mais velhos como ela existem nos EUA?
Casos como o de Sheryl continuam raros no cenário universitário americano. Segundo dados do National Center for Education Statistics, a grande maioria dos universitários do país ainda está concentrada nas faixas etárias mais jovens, o que torna trajetórias como a dela ainda mais notáveis dentro do próprio campus.
Como foi a experiência de voltar à sala de aula aos 76 anos?
Dividir a sala com colegas jovens o suficiente para serem seus netos rendeu trocas em dobro. Enquanto os alunos mais novos ajudavam com tecnologia, Sheryl Royster compartilhava vivências que nenhum livro didático conseguiria ensinar. Ela mesma resume a sensação de aprender de novo depois de tanto tempo longe da sala de aula: sentiu-se, em suas palavras, como uma esponja pronta para absorver tudo.
A convivência entre gerações marcou boa parte da experiência universitária. Alguns pontos se destacaram nesse processo:
- Colegas mais jovens ajudaram Sheryl a montar apresentações e usar ferramentas digitais
- A bisavó trouxe experiências de vida que enriqueceram debates em sala
- Professores destacaram a diversidade etária como ganho para toda a turma
- A escolha do curso de Sociologia veio de conselhos de orientadores acadêmicos
Que efeito a formatura de Sheryl teve na bisneta Aixa?
O impacto foi além do diploma. Ao acompanhar a bisavó nas aulas, Aixa passou a enxergar a educação de um jeito diferente, mais próximo e concreto do que qualquer discurso motivacional em casa. A menina, que tem interesse especial em engenharia, chegou a participar de eventos da própria universidade ao lado da bisavó antes mesmo da formatura.
Segundo Sheryl, a menina só entendeu de verdade a importância de estudar depois de sentar em uma sala de aula universitária ao lado dela. Hoje, Aixa diz que também quer ajudar pessoas quando crescer.
O que essa história ensina sobre nunca desistir de aprender?
A trajetória de Sheryl Royster mostra que o tempo perdido não apaga a possibilidade de recomeçar. Entre trabalho, família e imprevistos, ela guardou o sonho por décadas até finalmente realizá-lo, com a bisneta na plateia. No discurso que costuma repetir a quem pergunta sobre sua jornada, ela resume tudo numa frase simples: nunca é tarde demais para continuar, desde que o objetivo ainda faça sentido.
Se existe algum curso ou projeto que você deixou pela metade, talvez essa história seja o empurrão que faltava para retomar de onde parou.