Rio
Suspeito é preso por morte de ciclista espancado após ser confundido com ladrão no Rio
Homem se entrega à delegacia e alega inocência nas agressões; câmeras registraram o crimeA Polícia Civil cumpriu, no início da tarde desta quinta-feira (20), o mandado de prisão temporária contra um dos envolvidos na morte de um ciclista em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, entregou-se na delegacia por volta de 12h50.
O homem é investigado por participar da ação que culminou no óbito de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos. Segundo o delegado Ângelo Lages, Jorge não agrediu a vítima diretamente, mas teve papel ativo ao segurar a bicicleta e o porrete usado no linchamento. Em depoimento, o segurança alegou que chegou a “alertar para que Davi não cometesse as agressões”.
Homem morre após ser espancado ao ser confundido com ladrão em Copacabana.
— ℂ𝔸𝕆𝕊 ℕ𝕆 ℝ𝕀𝕆 𝔻𝔼 𝕁𝔸ℕ𝔼𝕀ℝ𝕆 (@CAOSNORJ021) August 20, 2026
Claudio Rafael Landeiro foi levado ao Hospital Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos; caso é investigado pela polícia.
A polícia investiga a morte de Claudio Rafael Landeiro, 37 anos, que foi… pic.twitter.com/LC8xDOfF4R
Confusão por bicicleta motivou crime
A investigação aponta que o ataque começou após um segurança desconfiar que a bicicleta utilizada por Cláudio era fruto de roubo. A abordagem ocorreu na Rua Barata Ribeiro. Devido a transtornos psiquiátricos, o ciclista não conseguiu esclarecer aos agressores que o item era, na verdade, de sua irmã.
Ao todo, a polícia identificou quatro homens envolvidos no episódio, sendo que três deles participaram efetivamente do espancamento. Além de Jorge, outros dois suspeitos já tiveram a identidade confirmada pelos agentes da Polícia Civil.
Imagens mostram agressão brutal
Registros de câmeras de segurança de um prédio local mostram o momento em que três homens cercam o ciclista. Nas imagens, dois suspeitos aparecem com mochilas de entrega, enquanto um terceiro utiliza uma vareta para golpear a vítima.
O relatório policial detalha que o ciclista recebeu pelo menos 30 pauladas durante o ataque. A família de Cláudio Rafael Landeiro sustenta que a acusação de roubo foi injusta e que o rapaz foi morto sem qualquer chance de defesa.