Brasil
Moro rebate ataque de Lula no JN: “Transtornado, rancoroso e mentiroso”
Candidato ao governo do Paraná pelo PL rebateu declarações do presidente durante sabatina e afirmou que o episódio representa um tapa na cara dos trabalhadores
Sergio Moro respondeu às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com três palavras publicadas no X: “Transtornado. Rancoroso. Mentiroso.” A reação do candidato ao governo do Paraná pelo PL veio após Lula chamá-lo de “mentiroso” durante a sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo, na quinta-feira (27).
Na mesma rede social, Moro classificou a sabatina do presidente como “um tapa na cara dos brasileiros e brasileiras que trabalham e são honestos”.
Respostas de Moro e Dallagnol a Lula
O candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) também reagiu. Ele afirmou que não pedirá desculpas por “ter colocado o presidente na cadeia” e rebateu a acusação de Lula: “Monstro é quem roubou o povo e depois tenta apagar os fatos. Eu passei a vida colocando bandido na cadeia.”
As declarações de Lula foram feitas aos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos. O petista disse que a imprensa brasileira “produziu um monstro chamado Moro, chamado Dallagnol” e que foi preso para provar que os dois são “mentirosos”.
A entrevista que Lula deu ao Jornal Nacional nesta quinta-feira foi um tapa na cara dos brasileiros e brasileiras que trabalham e são honestos. Transtornado. Rancoroso. Mentiroso!
— Sergio Moro (@SF_Moro) August 28, 2026
Usou da velha tática de atacar o combate à corrupção, a Lava Jato, Deltan e eu, para não responder…
Condenação, prisão e anulação pelo STF
Moro condenou Lula por corrupção em 2017 no caso do triplex no Guarujá. Em abril de 2018, com a sentença confirmada em segunda instância, o petista foi preso.
Em abril de 2021, o plenário do Supremo Tribunal Federal aceitou o argumento da defesa de que Lula não deveria ter sido julgado pela Justiça Federal em Curitiba e anulou as condenações e os processos em andamento. Na sequência, o STF também reconheceu a suspeição de Moro, acusado de agir politicamente contra o petista.
Entre os argumentos usados pelos advogados de Lula estão a condução coercitiva do investigado em 4 de março de 2016, sem que ele tivesse sido convocado a depor voluntariamente, e a divulgação de um grampo entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff no mesmo mês, desconsiderando o foro privilegiado da chefe do Executivo.