Entretenimento
Essa flor comestível colorida tem sabor picante que lembra agrião e transforma qualquer salada comum em um prato gourmet de restaurante
Glicosilatos naturais conferem ardor fresco de mostarda às pétalas coloridas de fácil cultivo, agregando sofisticação e vitamina C a pratos culinários.
O uso de plantas alimentícias não convencionais (PANCs) agrega sofisticação estética e novos perfis de sabor à gastronomia contemporânea. A capuchinha (Tropaeolum majus) destaca-se por produzir flores tubulares de cores vibrantes com sabor picante refrescante que lembra o agrião, sendo 100% comestível da raiz às sementes.
Qual é essa flor comestível que se transformou na favorita dos chefs?
Trata-se da Tropaeolum majus, uma planta herbácea anual originária da região andina da América do Sul, popularmente chamada de capuchinha, chagas ou mastruço-do-peru. Seus caules suculentos e rasteiros produzem folhas circulares que lembram pequenas vitórias-régias.
As flores surgem em abundância durante a primavera e o verão em tons quentes de amarelo, laranja e vermelho escarlate. Seu formato exótico com espora traseira de néctar e textura delicada a tornam o ingrediente decorativo perfeito para pratos sofisticados.

Por que as pétalas e folhas possuem aquele toque apimentado de mostarda?
O sabor característico picante e fresco da capuchinha deve-se à alta concentração de glicosilatos (compostos glicosinolatos) em todos os tecidos da planta. Quando mastigados, esses compostos quebram-se em isotiocianatos, as mesmas substâncias que dão ardência à mostarda, rabanete e wasabi.
Além do sabor marcante, esses fitoquímicos possuem forte ação bactericida e antioxidante, conforme detalhado no card agronômico a seguir:
Como plantar e cuidar da capuchinha em jardineiras de varanda?
A capuchinha é uma espécie rústica que se desenvolve com facilidade em jardineiras com pelo menos 15 cm de profundidade. O solo deve ser leve e bem drenado, tolerando terras moderadamente pobres sem necessidade de adubações químicas pesadas.
Evite solos excessivamente ricos em nitrogênio, que estimulam folhagens gigantes e reduzem a produção de flores. A planta comporta-se como pendente ou trepadeira quando conduzida em pequenas treliças de madeira.
Como colher e higienizar as flores comestíveis para servir à mesa?
A colheita das flores deve ser feita pela manhã, quando as pétalas estão túrgidas e cheias de néctar. Colha flores recém-abertas e manuseie com delicadeza para não amassar as pétalas coloridas.
Para preparar pratos gourmet seguros e visualmente impecáveis, adote as seguintes práticas culinárias:
- 🚿 Higienização suave por imersão: Mergulhe as flores em tigela com água fria limpa e seque sobre papel-toalha.
- 🥗 Adição no momento de servir: Coloque as flores na salada apenas no momento de levar à mesa para não murchar com vinagretes.
- 🫙 Picles de sementes verdes: Colha as sementes ainda verdes e conserve em vinagre com sal para criar a “alcaparra-de-pobre”.
Quais as principais dúvidas sobre o consumo de capuchinha?
A toxicidade de plantas ornamentais de floricultura e a durabilidade na geladeira despertam dúvidas frequentes. Esclareça os principais pontos a seguir.
📋 Perguntas Frequentes
Tire dúvidas sobre o consumo de flores de capuchinha
A capuchinha une estética ornamental exuberante a um perfil gastronômico picante e nutritivo. Uma flor comestível rústica e versátil que enriquece saladas e canteiros com facilidade de cultivo.