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Frase de Viktor Frankl: “Nada no mundo dá tanta força quanto saber que existe uma missão em sua vida.” Uma lição sobre seguir em frente, mesmo nos momentos difíceis
Viktor Frankl explica o que pode dar força para seguir em frente mesmo quando as circunstâncias parecem difíceis demais
Existem momentos em que força de vontade, otimismo e conforto parecem insuficientes para atravessar uma fase difícil. Para Viktor Frankl, psiquiatra e neurologista austríaco que dedicou grande parte de sua obra à busca de sentido, encontrar uma razão para continuar pode modificar a maneira como enfrentamos o sofrimento. Ter propósito não elimina os problemas, mas pode oferecer uma direção quando as circunstâncias parecem tirar quase todas as outras referências.
O que Viktor Frankl queria ensinar ao falar de uma missão na vida?
A ideia central é que seres humanos conseguem suportar situações muito difíceis quando percebem que ainda existe algo importante a realizar. Essa “missão” não precisa ser grandiosa ou reconhecida publicamente. Pode estar relacionada a uma pessoa, um trabalho, uma responsabilidade, um projeto ou alguma contribuição que dê sentido ao próximo passo.
“Nada no mundo dá tanta força quanto saber que existe uma missão em sua vida.”
A formulação resume um ponto fundamental do pensamento de Frankl: encontrar um sentido pode oferecer sustentação mesmo quando não é possível mudar imediatamente as circunstâncias. A pergunta deixa de ser apenas “como acabar com essa dificuldade?” e passa também a ser “por que ainda vale a pena continuar atravessando isso?”.
Viktor Frankl foi o criador da logoterapia, abordagem centrada na busca de sentido. Em sua obra, defendia que significado pode ser encontrado no trabalho, no amor e até na atitude escolhida diante de circunstâncias que não podem ser mudadas.
Por que ter um propósito pode ajudar nos momentos difíceis?
Uma crise pode reduzir a vida ao problema presente. Quando existe um objetivo além daquele sofrimento, porém, a pessoa preserva uma ligação com algo que ainda deseja construir, proteger ou experimentar. Esse horizonte não elimina tristeza, medo ou cansaço, mas impede que o momento atual seja confundido com toda a história.
O sentido pode aparecer em diferentes formas:
- Cuidar de alguém que depende de sua presença;
- Concluir um projeto considerado importante;
- Desenvolver um trabalho que tenha significado pessoal;
- Reconstruir a vida depois de uma perda;
- Viver experiências que ainda deseja conhecer.

O que a história de Viktor Frankl tem a ver com essa reflexão?
Frankl nasceu em Viena, em 1905, e já trabalhava como psiquiatra e neurologista quando sua vida foi atravessada pela perseguição nazista. Em 1942, foi deportado com familiares para o gueto de Theresienstadt e, posteriormente, passou por campos de concentração, incluindo Auschwitz. Ao final da guerra, descobriu que vários integrantes de sua família, incluindo sua esposa, haviam morrido.
Essas experiências influenciaram profundamente sua reflexão sobre sofrimento e sentido. Frankl não defendia que encontrar propósito tornasse uma tragédia menos dolorosa. Sua pergunta era outra: como uma pessoa pode continuar reconhecendo algum significado na própria existência quando enfrenta circunstâncias que não consegue controlar?
O que é a logoterapia criada por Viktor Frankl?
Frankl desenvolveu a logoterapia, abordagem psicológica centrada na busca de sentido. Em vez de considerar prazer ou poder como as únicas forças importantes da vida humana, ele defendia que a necessidade de encontrar significado poderia ocupar um lugar fundamental na existência.
Esse sentido não seria necessariamente encontrado da mesma maneira por todos. Entre os caminhos discutidos em sua obra estão:
Formas de encontrar sentido
- 1Realizar um trabalho ou criar alguma coisa.
- 2Experimentar profundamente uma relação ou encontro.
- 3Amar alguém e reconhecer seu valor singular.
- 4Assumir responsabilidade diante de uma tarefa.
- 5Escolher uma atitude diante de circunstâncias que não podem ser modificadas.
Ter uma missão significa precisar descobrir um grande propósito?
Não. Uma interpretação excessivamente grandiosa pode transformar a busca de sentido em mais uma cobrança. Nem todas as pessoas precisam encontrar uma única vocação capaz de explicar toda a existência. O próprio significado pode mudar conforme idade, relações, responsabilidades e acontecimentos.
Às vezes, a missão está muito perto. Pode ser terminar uma formação, cuidar da família, recuperar-se de uma fase difícil, criar algo, ensinar alguém ou simplesmente permanecer presente para uma pessoa importante. O que dá direção não é necessariamente o tamanho do objetivo, mas o valor que ele possui para quem o assume.
Por que saber para que continuar pode mudar a maneira de enfrentar o caminho?
Encontrar sentido não oferece controle sobre tudo que acontece. Perdas continuam sendo perdas, dificuldades continuam exigindo esforço e algumas situações permanecem injustas mesmo quando conseguimos extrair delas algum aprendizado. O propósito não serve para negar a dor, mas para impedir que ela tenha a palavra final sobre tudo aquilo que ainda pode existir depois dela.
A reflexão de Viktor Frankl permanece poderosa porque desloca a atenção da pergunta sobre quanto sofrimento uma pessoa consegue suportar para aquilo que pode fazê-la continuar apesar dele. Quando existe alguém, alguma responsabilidade ou algum futuro que ainda importa, seguir em frente deixa de significar apenas resistir ao presente e passa a significar caminhar em direção a algo que ainda vale a pena encontrar.