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A antiga capital do Brasil que reúne 800 quilos de ouro, igrejas barrocas e uma cultura que atravessou séculos
Onde 800 quilos de ouro cobrem uma igreja barroca.
Fundada em 1549 por Tomé de Sousa, Salvador ocupou o posto de capital do país por mais de dois séculos. Atualmente, a cidade combina 30 km de praias com um centro histórico reconhecido pela UNESCO, além de concentrar um dos maiores conjuntos de arte barroca e carregar o título de primeira capital do Brasil.
Como o passado colonial de Salvador conquistou reconhecimento mundial?
Em 1985, o Centro Histórico de Salvador entrou para a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, valorizando seu conjunto arquitetônico construído entre os séculos XVI e XIX. Mais de 800 casarões coloridos, igrejas barrocas e ruas de pedra fazem parte dessa paisagem que atravessou quase 500 anos de transformações.
Desde sua origem, Salvador foi organizada em dois níveis. Na parte alta concentravam-se as estruturas ligadas ao governo e as igrejas, enquanto a parte baixa reunia o porto e as atividades comerciais. Inaugurado em 1873, o Elevador Lacerda passou a ligar os dois setores, vencendo um desnível de 72 metros e tornando-se um dos principais símbolos da capital baiana.

Quais são as atrações imperdíveis na primeira capital do Brasil?
A maioria dos passeios se concentra entre o Pelourinho e a orla, em um raio que pode ser caminhado ou cruzado por ônibus em poucos minutos. O desafio costuma ser escolher por onde começar.
- Largo do Pelourinho: coração do Centro Histórico, com casarões coloridos dos séculos XVII e XVIII e a Fundação Casa de Jorge Amado.
- Igreja e Convento de São Francisco: interior revestido por cerca de 800 kg de ouro, considerada uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.
- Elevador Lacerda: liga a Cidade Alta à Cidade Baixa e entrega vista aberta da Baía de Todos os Santos.
- Farol da Barra: farol do Forte de Santo Antônio, com o Museu Náutico da Bahia e pôr do sol entre os mais concorridos do país.
- Basílica do Senhor do Bonfim: santuário com as fitinhas coloridas e a Sala dos Milagres, centro do sincretismo religioso baiano.
- Dique do Tororó: lago urbano com oito estátuas de orixás de 7 metros vestidas com túnicas coloridas.
- Mercado Modelo: antigo prédio da Alfândega, hoje abriga artesanato, instrumentos de capoeira e restaurantes típicos.
A capital do acarajé tem mesa que atravessa séculos
A gastronomia de Salvador mistura heranças africanas, portuguesas e indígenas em pratos que viraram símbolos do Nordeste. O azeite de dendê, o leite de coco e a pimenta de cheiro aparecem em praticamente todas as receitas tradicionais.
- Acarajé: bolinho de feijão-fradinho frito no dendê, recheado com vatapá, caruru e camarão seco, vendido por baianas com tabuleiro.
- Moqueca baiana: peixe ou frutos do mar cozidos em panela de barro com leite de coco, dendê e coentro.
- Vatapá: creme espesso à base de pão, camarão seco, amendoim e leite de coco, servido como acompanhamento ou prato principal.
- Caruru: preparação de quiabo com camarão seco e dendê, ligada às festas de São Cosme e Damião.
- Cocada: doce de coco caramelizado vendido nas praias e feiras, com versões branca, preta e de forno.
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Qual é a melhor época para conhecer a capital baiana?
O clima é tropical litorâneo, quente o ano inteiro, mas com períodos mais e menos chuvosos. O sol forte exige protetor e roupas leves em qualquer estação.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à capital da Bahia?
O Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães fica a 28 km do Centro Histórico e recebe voos diretos de quase todas as capitais brasileiras, além de conexões internacionais. A Rodoviária de Salvador tem linhas para todo o Nordeste e para o Sudeste pela BR-324 e pela BR-101.
Vá para Salvador e sinta o Brasil pela primeira vez
A capital baiana é o ponto onde o país começou e onde a cultura africana se enraizou de maneira mais visível. Poucas cidades no mundo oferecem tamanha densidade histórica a 10 minutos de uma praia urbana.
Você precisa subir ao Pelourinho ao entardecer e entender por que Salvador continua sendo chamada de coração cultural do Brasil quase 500 anos depois da fundaç