Campanha de Renan Santos é suspensa pelo TSE; entenda a decisão - Super Rádio Tupi
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Campanha de Renan Santos é suspensa pelo TSE; entenda a decisão

Decisão de Dias Toffoli aponta omissão de 16 perfis em redes sociais; candidato fica fora de debates e sem acesso a verbas do fundo partidário

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Homem com barba, camisa branca e jaqueta preta em armazém com caixas
Renan Santos teve sua campanha presidencial suspensa por decisão do TSE - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a interrupção imediata da campanha de Renan Santos, do partido Missão, ao Palácio do Planalto. A medida inviabiliza a propaganda eleitoral, bloqueia o acesso a verbas do fundo partidário e retira o candidato dos debates na televisão e no rádio.

Divergência em contas motivou decisão do TSE

A decisão, proferida no último domingo e oficializada nesta segunda-feira, aponta que a chapa agiu com “omissão estratégica” ao declarar seus canais oficiais. Toffoli identificou que apenas dois endereços digitais foram informados no registro, enquanto outros 16 apareceram em uma lista posterior.

Renan e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram um total de 18 perfis em redes sociais no dia 19 de agosto. No entanto, no pedido inicial de 7 de agosto, o grupo havia listado somente um site e um perfil na plataforma X para a Justiça Eleitoral.

Para o ministro, a diferença nos dados sugere uma tentativa de burlar a fiscalização. Ele ressaltou que perfis considerados irregulares estavam sendo utilizados para espalhar conteúdos que favoreciam a candidatura da chapa Missão de forma indevida.

Esta não é a primeira vez que o magistrado levanta suspeitas sobre a legalidade da candidatura. Na semana anterior, o ministro já havia indicado possíveis crimes eleitorais no registro de Renan, argumento que serviu de base para a atual suspensão.

Antes do bloqueio, o presidenciável havia negado qualquer irregularidade no processo de registro. Ele alegava que os questionamentos do TSE sobre a prestação de contas e canais de divulgação não possuíam fundamento jurídico.

Com a nova determinação, a chapa fica impedida de realizar atos formais de busca por votos enquanto a situação não for regularizada. Até o momento, Renan Santos não emitiu um novo posicionamento sobre a ordem judicial de Toffoli.