Esportes
Ex-presidente do Santos é condenado a devolver dinheiro ao clube
José Carlos Peres terá que ressarcir o Santos em mais de R$ 52 mil por despesas consideradas irregulares durante sua gestão
José Carlos Peres, ex-presidente do Santos, foi condenado pela Justiça a devolver R$ 52.054,46 ao clube por despesas consideradas irregulares durante sua gestão, entre 2018 e o fim de 2020. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Cível da Comarca de Santos e ainda cabe recurso.
A ação foi movida pelo próprio Santos, que buscava recuperar valores relacionados a reembolsos realizados durante a administração de Peres. No entanto, a Justiça considerou apenas parte dos pedidos apresentados pelo clube. O valor determinado ainda terá correção monetária e incidência de juros.
Despesas pessoais
De acordo com a decisão, aproximadamente R$ 40 mil do valor que deverá ser devolvido correspondem a reembolsos recebidos pelo próprio Peres. Outros cerca de R$ 11 mil estão relacionados a Renan Félix. Segundo a Justiça, o Santos conseguiu apresentar documentos que comprovaram a saída dos recursos.
Entre as despesas questionadas estavam gastos com supermercado, farmácia, combustível e alimentação. A Justiça entendeu que Peres não apresentou documentos capazes de comprovar que esses pagamentos tinham relação com atividades do clube. Por isso, os valores foram considerados de caráter pessoal.
Por outro lado, nem todos os pedidos feitos pelo Santos foram aceitos. A Justiça rejeitou uma cobrança de aproximadamente R$ 103 mil relacionada a um reembolso para Roberto Barbosa. O processo também envolvia cerca de R$ 16 mil em despesas de cartão corporativo, mas esses valores não foram reconhecidos por falta de provas suficientes.
Recurso
Como a sentença foi proferida em primeira instância, a decisão ainda pode ser modificada. José Carlos Peres já apresentou recurso, enquanto o Santos também pode recorrer, já que pretendia recuperar uma quantia maior na ação.
José Carlos Peres comandou o Santos entre 2018 e 2020. A decisão atual trata especificamente dos reembolsos e despesas analisados no processo movido pelo clube, não representando uma condenação criminal. O caso, portanto, ainda terá novos capítulos na Justiça.