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Cozinheira começa vendendo marmitas a R$ 1,30 e anos depois transforma rotina doméstica em império gastronômico de R$ 1,5 milhão
Negócio nasceu do hábito de alimentar 25 pessoas diariamente; saiba como a sobrevivência virou uma rede de entregas com cardápio fiel
Uma marmita vendida a 20 rúpias, o equivalente a R$ 1,30, marcou o início do negócio de Devni Devi em Patna, no leste da Índia. Aos 65 anos, ela comanda a Amma Kitchen, uma marca de comida caseira que cresceu e passou a atender clientes por entrega e em estabelecimentos físicos.
Sua experiência na cozinha começou muito antes da primeira venda. Devni casou-se aos 16 anos e assumiu a responsabilidade de cozinhar para uma família de 25 pessoas. Essa rotina, mais tarde, ajudou a definir o cardápio servido a estudantes e trabalhadores da cidade.
Devni começou a vender pratos e marmitas para estudantes de medicina que moravam longe de casa. A comida, preparada em sua cozinha doméstica, supria a necessidade diária por refeições simples e de baixo custo.
A decisão de empreender não recebeu o apoio de toda a família. Mesmo assim, os pedidos continuaram e a clientela cresceu em torno de suas refeições. Segundo o The Logical Indian, a mudança para Patna abriu o caminho para os primeiros clientes, e o serviço que começou com porções de 20 rúpias originou o Amma Kitchen.
Durante a pandemia de Covid-19, a saída de estudantes da cidade reduziu a demanda. Devni, no entanto, manteve o fornecimento de comida para alojamentos de médicos, o que garantiu a continuidade do trabalho no período.
Posteriormente, seu filho ajudou a levar o negócio para a internet. A adoção de encomendas digitais expandiu o alcance da cozinha para além dos clientes que já conheciam o serviço. Hoje, o faturamento anual da marca é de 2,5 crore de rúpias, cerca de R$ 1,5 milhão. O Amma Kitchen também conta com dois restaurantes para consumo no local em Patna.
Mulheres empreendedoras formam uma força econômica no Brasil
A história de Devni reflete um movimento também presente no Brasil, onde mulheres transformam conhecimentos do cotidiano em fonte de renda. O país registrou 10,4 milhões de mulheres empreendedoras no quarto trimestre de 2024, de acordo com um estudo do Sebrae.
O levantamento aponta que o total de donas de negócios cresceu 33% em dez anos. Assim como em Patna, onde a prática de cozinhar para uma família grande se tornou a base para uma operação de sucesso, o empreendedorismo feminino se fortalece com habilidades desenvolvidas no dia a dia.