Esportes
Uma era chega ao fim: Big 3 desaparece do top 10 da ATP
Derrota de Djokovic no US Open tira o sérvio do grupo dos dez melhores e encerra sequência histórica iniciada em 2002
Uma era histórica do tênis mundial chegou ao fim. Pela primeira vez em 24 anos, o ranking da ATP não terá Roger Federer, Rafael Nadal ou Novak Djokovic entre os dez primeiros colocados.
A mudança será confirmada na próxima atualização da lista. Djokovic, que atualmente ocupa a quinta posição, perderá 790 pontos após ser eliminado na estreia do US Open pelo argentino Mariano Navone, na última segunda-feira (31).
O sérvio descartará os 800 pontos conquistados pela semifinal do torneio em 2025 e somará apenas 10 pela participação nesta edição. Com isso, ficará provisoriamente com 2.980 pontos, o que o levará para a 11ª colocação.
A última vez que o top 10 da ATP não contou com nenhum integrante do chamado “Big 3” foi em maio de 2002, antes mesmo de Nadal e Djokovic entrarem no grupo de elite. O espanhol chegou ao top 10 em abril de 2005, enquanto Djokovic apareceu entre os dez melhores em 2008.

Uma era que marcou o tênis
Federer, Nadal e Djokovic dominaram o circuito durante quase duas décadas e construíram uma das maiores rivalidades da história do esporte.
Juntos, os três conquistaram 295 títulos, sendo impressionantes 66 troféus de Grand Slam. A disputa entre eles marcou gerações, com finais, recordes e grandes conquistas que ajudaram a transformar o tênis mundial.
Para Djokovic, a queda também representa o fim de outra sequência importante. O sérvio deixará o top 10 pela primeira vez desde 2018.
Mesmo fora da elite do ranking, o legado de Djokovic permanece gigantesco. Dono de inúmeros recordes, ele é o tenista que passou mais semanas na liderança da ATP: 428 semanas no topo.
Depois de mais de duas décadas, o ranking mundial finalmente terá uma novidade que parecia improvável: nenhum dos três maiores nomes da geração está entre os dez primeiros. O Big 3, enfim, está oficialmente fora do top 10.