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Há vida sem Messi? Como fica a seleção da Argentina após a aposentadoria do craque
A seleção da Argentina entrou em uma nova era. Depois de mais de duas décadas, Lionel Messi não defenderá mais a Albiceleste.
A seleção da Argentina entrou em uma nova era. Depois de mais de duas décadas, Lionel Messi não defenderá mais a Albiceleste. O astro anunciou sua aposentadoria internacional nesta segunda-feira (31), poucos dias após a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026.
A decisão encerra um dos capítulos mais importantes da história do futebol argentino. Messi deixa a seleção como maior artilheiro e jogador com mais partidas pela equipe, com 125 gols em 207 jogos. Além disso, conquistou a Copa do Mundo de 2022, duas Copas América, a Finalíssima e o ouro olímpico de 2008.
Agora, porém, a Argentina terá de encontrar respostas para uma pergunta inevitável: como seguir sem Messi?
Uma despedida depois de uma última final
Messi decidiu deixar a seleção após a campanha na Copa do Mundo de 2026. A Argentina chegou novamente à decisão, mas perdeu por 1 a 0 para a Espanha.
O atacante havia escrito sua carta de despedida em julho, dois dias depois da final. No entanto, esperou para tornar a decisão pública. Segundo a FIFA, o falecimento de seu pai, Jorge Messi, em agosto também influenciou o momento escolhido para anunciar a aposentadoria.
Em sua mensagem, Messi tratou a despedida como uma decisão dolorosa. Ao mesmo tempo, afirmou que deixa a seleção com orgulho pelo que conseguiu construir ao lado dos companheiros.
Assim, a Albiceleste perde seu principal símbolo justamente depois de chegar novamente à final do Mundial.
Scaloni também pode deixar o cargo

A Argentina não precisa pensar apenas em um substituto para Messi. O futuro de Lionel Scaloni também gera dúvidas.
O treinador tem contrato até dezembro de 2026. Depois da derrota para a Espanha, ele afirmou que pretende permanecer até o fim do vínculo. Entretanto, indicou que provavelmente deixará o comando da seleção depois disso.
Por isso, a AFA pode enfrentar duas mudanças importantes ao mesmo tempo.
Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino, ainda tenta convencer Scaloni a continuar. Para o dirigente, o treinador continua sendo prioridade máxima da entidade.
Caso Scaloni realmente saia, a Argentina terá de iniciar um novo ciclo técnico junto com a renovação natural do elenco.
Quem será o novo líder da Argentina?
Messi também deixa um vazio na liderança. O atacante assumiu a braçadeira em 2011 e carregou a função durante boa parte da última década.
Agora, Nicolás Otamendi aparece como um dos candidatos naturais. O zagueiro já usou a faixa quando Messi ficou fora da equipe.
Além disso, Rodrigo De Paul também surge como alternativa. O meio-campista possui forte liderança dentro do grupo e já exerceu a função em outras oportunidades.
Portanto, a Argentina terá de definir não apenas um novo capitão, mas também quem assumirá a responsabilidade de liderar uma geração vencedora.
E a camisa 10?
Outro assunto importante envolve a camisa mais simbólica da seleção.
Messi utiliza o número 10 desde 2009. Por isso, a aposentadoria do craque também abre uma discussão sobre o futuro da camisa.
Claudio Tapia já defendeu anteriormente a ideia de aposentar o número depois da saída de Messi. Entretanto, caso a AFA mantenha a camisa disponível, dois nomes aparecem como candidatos.
Thiago Almada

Thiago Almada já assumiu a função de Messi em algumas partidas. O meia atualmente defende o River Plate e também chegou a vestir a camisa 10 da Argentina nas Eliminatórias.
Aos 25 anos, Almada reúne experiência e conhecimento do sistema de Scaloni. Por isso, aparece entre os favoritos para ocupar o espaço deixado pelo astro.
Nico Paz

Nico Paz representa uma alternativa mais jovem. Aos 21 anos, o meia formado pelo Real Madrid atua no Como, da Itália, e é considerado uma das principais promessas da nova geração argentina.
Além disso, o jogador participou da Copa do Mundo de 2026. Paz entrou em campo contra Argélia e Jordânia e ganhou experiência em seu primeiro Mundial.
Argentina tem uma nova geração para assumir o protagonismo
Além de Almada e Nico Paz, outros jogadores também podem ganhar importância. Mastantuono já utilizou a camisa 10 durante as Eliminatórias, enquanto Alexis Mac Allister veste o número no Liverpool.
Enzo Fernández também aparece como candidato natural à liderança técnica. O meio-campista do Chelsea utiliza a camisa 8 no clube e o número 24 pela Argentina.
Dessa maneira, a seleção não ficará sem talento. O grande desafio será distribuir as responsabilidades que, durante anos, ficaram concentradas em Messi.
O maior desafio é substituir o insubstituível
A Argentina possui jogadores capazes de assumir protagonismo. Entretanto, nenhum deles conseguirá simplesmente ocupar o lugar de Messi.
O craque deixa um legado gigantesco. Além dos títulos, marcou 125 gols e disputou 207 partidas pela seleção. Também liderou a Argentina durante a conquista da Copa de 2022 e chegou a três finais de Copa do Mundo em sua carreira.
Agora, a missão será diferente. A Argentina precisará construir uma equipe em que o protagonismo fique mais dividido.
Para isso, a nova geração terá de assumir responsabilidades. Ao mesmo tempo, a AFA precisará definir o futuro de Scaloni e estabelecer uma nova liderança no vestiário.
Messi deixou a seleção. A era dele, porém, ficará para sempre na história da Argentina. Agora começa o desafio de construir o futebol argentino depois do camisa 10.