Três policiais civis são presos por extorsão a comerciantes em São Gonçalo - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Rio

Três policiais civis são presos por extorsão a comerciantes em São Gonçalo

Investigação aponta que os agentes usavam a estrutura da Polícia Civil e falsas fiscalizações para intimidar empresários e exigir propinas de até R$ 300 mil em São Gonçalo

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
MPRJ. Foto: Divulgação

Uma operação conjunta do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Civil resultou na prisão de três policiais civis e de um quarto suspeito nesta sexta-feira. O grupo é acusado de utilizar a estrutura do Estado para extorquir comerciantes em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Segundo as investigações, os envolvidos exigiam dinheiro de empresários dos setores de reciclagem, ferro-velho e depósitos de resíduos. Os policiais são suspeitos de usar viaturas, uniformes e armamentos oficiais para dar aparência de legalidade às abordagens e intimidar as vítimas. O Ministério Público afirma que não havia registros oficiais ou ordens de serviço que autorizassem as supostas fiscalizações realizadas nos estabelecimentos.

Quem são os suspeitos presos na Operação Anhangá

Os alvos da Operação Anhangá são os policiais civis Maurício Gomes da Silva, Rafael Ricardo Obesso e Rafael Sipriano Silveira, além de Luiz Cláudio Silva Medeiros, o único civil entre os denunciados. De acordo com o MPRJ, o grupo utilizava fiscalizações ambientais fictícias como pretexto para exigir propinas dos comerciantes.

Em um dos casos investigados, os suspeitos interceptaram um caminhão da Afermota Comércio e Distribuidora de Ferros e seguiram até o galpão da empresa. No local, teriam se apresentado como agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e exigido R$ 20 mil para não criar problemas para o estabelecimento. O valor chegou a ser reduzido para R$ 15 mil, mas não foi pago.

Outra empresa, a SOF Comércio e Reciclagem de Sucatas, teria sido alvo de uma cobrança inicial de R$ 300 mil. Após negociações, os investigados teriam aceitado R$ 100 mil parcelados, além de pagamentos mensais de R$ 800. Segundo as investigações, uma transferência de R$ 25 mil chegou a ser realizada.

A operação recebeu o nome de Anhangá, em referência à figura do folclore indígena associada à proteção das florestas e dos animais. A escolha faz um paralelo crítico com as suspeitas investigadas, já que os envolvidos teriam usado a alegação de fiscalização ambiental para obter vantagens financeiras de forma ilegal.