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Foo Fighters brilha e rock nacional emociona público no 1º dia do Rock in Rio 2026

Festival começa com show seguro de Dave Grohl; Capital Inicial, Detonautas e Biquini levaram o público a uma viagem no tempo com grandes hits

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Palco iluminado do Foo Fighters com logo e pirotecnia dourada no céu noturno, com plateia abaixo
Show do Foo Fighters no Rock in Rio 2026 contou com pirotecnia e emocionou público presente no palco principal do festival. Foto: Reprodução/Multishow

O primeiro dia do Rock in Rio 2026 foi marcado pela presença de roqueiros de todas as idades, muitos vestindo a camiseta preta do headliner Foo Fighters. A banda norte-americana subiu ao palco principal e mostrou boa forma, liderando uma programação que mesclou veteranos e novidades.

No Palco Sunset, a nostalgia dominou com apresentações de grandes nomes do rock nacional. Detonautas convidou Biquini Cavadão, enquanto o Capital Inicial tocou ao lado de Dado Villa-Lobos, emocionando o público com hits clássicos.

Em contraste, a banda Hot Milk enfrentou uma plateia vazia e precisou se esforçar para engajar os presentes. Enquanto isso, em um palco menor, o humorista e músico Diogo Defante atraiu os holofotes com canções sobre pelos pubianos e maconha.

Foo Fighters: show seguro e homenagem a Hawkins

Encerrando a noite, o Foo Fighters entregou uma performance segura, resultado de suas seis passagens anteriores pelo Brasil. Aos 57 anos, o vocalista Dave Grohl demonstrou estar com a voz em boa forma, superando desgastes por problemas médicos anteriores.

O repertório incluiu novidades em relação ao show no The Town 2023, como as baladas “Wheels” e “Marigold”. A principal mudança foi a entrada do baterista Ilan Rubin em 2025, substituindo Josh Freese. A canção “Aurora”, do álbum “There Is Nothing Left to Lose”, foi dedicada a Taylor Hawkins, baterista da banda de 1997 a 2022 e que tinha a música como sua favorita.

Nostalgia com o rock nacional

O show do Capital Inicial com Dado Villa-Lobos foi uma celebração ao rock de Brasília e uma homenagem a Renato Russo e à Legião Urbana. A banda, que prometeu uma apresentação “visualmente estarrecedora”, usou efeitos de fogo no palco. O setlist incluiu clássicos como “Quase sem querer” e “Tempo perdido”. Antes de tocar “Que país é esse”, Dinho Ouro Preto dedicou a música “aos ministros e políticos que nos devem explicações”.

A parceria entre Detonautas e Biquini uniu gerações de fãs. O Detonautas apresentou faixas de seu trabalho recente, “Rádio Love Nacional”, mas foram os clássicos que levantaram a plateia. A entrada do Biquini, após 40 minutos, foi recebida com gritos. Músicas como “Zé ninguém”, “Chove chuva” e “Vento ventania” garantiram a energia do público.

Antes do Foo Fighters, a banda de Chicago Rise Against aqueceu o Palco Mundo com seu punk hardcore. Mesmo com poucas pessoas cantando as letras, o grupo foi bem recebido, e o vocalista Tim McIlrath desceu para junto do público na segunda música.

O The Hives tentou transformar a Cidade do Rock em um ambiente mais intimista e barulhento com seu rock de garagem e figurinos luminosos. No entanto, parte da plateia parecia se poupar para a atração principal.

Vindas de Londres, a dupla Nova Twins abriu os trabalhos do dia para um público ainda tímido, formado principalmente por fãs do Foo Fighters que chegaram cedo para garantir lugar na grade.

Di Ferrero retornou ao festival pela quarta vez, apresentando sucessos da carreira solo e clássicos do NX Zero. O cantor não foi afastado pelo sol e contou com uma fã especial na plateia: sua mulher, Isabeli Fontana.