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Impeachment de Moraes: quem são os 20 senadores que já assinaram representação a favor da medida

Representação foi assinada por parlamentares de diferentes partidos; contratos de escritório com banco estão no centro da polêmica

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Ministro Alexandre de Moraes de toga olhando para laptop com logo STF
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo, em pauta por denúncias de conflito de interesses. Foto: Gustavo Moreno/STF

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa conta com o apoio de outros 19 parlamentares e foca em supostos crimes de responsabilidade ligados a condutas do magistrado.

O documento aponta irregularidades em relações profissionais e pessoais que envolvem Moraes, sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e Daniel Vorcaro, que atuou como controlador do Banco Master. A denúncia sugere um conflito de interesses devido aos contratos firmados pela banca de advocacia da mulher do ministro com o empresário.

A acusação também destaca informações técnicas sobre a elaboração desses documentos. Dados de metadados indicariam que o próprio ministro teria acessado e realizado alterações em versões do contrato antes de serem assinados.

Entenda o pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Representação protocolada no Senado foca em contratos do escritório de advocacia da esposa do ministro.

⚖️ Suposto crime de responsabilidade
O pedido assinado por 20 senadores questiona a relação profissional entre o magistrado, sua esposa e o Banco Master.
💰 Valores dos contratos citados
O primeiro acordo previa R$ 131 milhões brutos, enquanto o segundo estabeleceu um teto de R$ 50 milhões para defesa criminal.
📑 Questionamento sobre metadados
A representação alega que Moraes acessou documentos antes da assinatura para checar conflitos de interesses e impedimentos.
👥 Diversidade partidária no Senado
A lista inclui parlamentares do MDB, PL, PSD, Republicanos e PP, unindo diferentes blocos da direita e centro-direita.

Sobre esse ponto, o escritório de Viviane Barci de Moraes confirmou que o ministro leu o material. Segundo a defesa da banca, o objetivo foi “verificar a existência de eventual impedimento ou conflito de interesses” para garantir a regularidade da atuação jurídica.

Senadores de diversos estados apoiam a medida

Os parlamentares baseiam a representação em três pontos principais que detalham os valores e a natureza dos serviços prestados:

  1. Pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões líquidos. O contrato inicial, fechado em janeiro de 2024, estabelecia repasses por 36 meses, atingindo um montante bruto superior a R$ 131,2 milhões ao final do período.

  2. Ampliação da defesa criminal por R$ 50 milhões. Um segundo termo aditivo, assinado em maio de 2025, fixou esse teto financeiro e incluiu a representação dos controladores do Banco Master em investigações criminais.

  3. Participação do magistrado na revisão contratual. A presença de registros de acesso do ministro aos arquivos digitais dos contratos é utilizada pelos senadores para embasar a tese de crime de responsabilidade.

O grupo de signatários é composto por parlamentares de siglas de centro, direita e centro-direita. Além de Alessandro Vieira, assinam o pedido Leila Barros (PDT-DF), Jorge Kajuru (PSB-GO), Flávio Arns (PSB-PR), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF).

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Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/STF

Também endossam a lista Tereza Cristina (PP-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Cleitinho Azevedo (Republicanos-GO), Carlos Viana (PSD-MG), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Mara Gabrilli (PSD-SP), Carlos Portinho (PL-RJ), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Sargento Reginauro (PSDB-CE), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Wilder Morais (PL-GO).

A representação protocolada agora depende de análise no Senado Federal para ter prosseguimento. O texto reforça que a diversidade de blocos políticos entre os autores demonstra a amplitude do questionamento sobre as relações entre o gabinete do ministro e interesses privados.