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Atraso do Avenged, vaias para MGK e elogios ao show do Bring Me The Horizon marcam 2º dia do Rock in Rio

Chuva, rodas punk, protestos e o brilho do rock nacional marcaram o dia dedicado ao metal. Veja os melhores momentos

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Avenged Sevenfold. Foto: Reprodução/Multishow

O encerramento da jornada roqueira do Rock in Rio 2026, realizado neste sábado (5), foi marcado por chuva intermitente, reações intensas e shows que dividiram o público. Cerca de 100 mil ingressos foram comercializados para o dia dedicado ao metal, que não esgotou e marcou a transição para a fase pop do festival, que começa neste domingo (6).

Avenged Sevenfold fecha noite do rock

Escalado como headliner, o Avenged Sevenfold iniciou o show com meia hora de atraso, sem explicação oficial. No entanto, os clássicos da banda foram bem recebidos pelo público, mesmo que a recepção tenha sido mais fria do que a de outras atrações da noite.

O clima desanimado foi percebido rapidamente por M. Shadows, vocalista do grupo, durante a apresentação no Palco Mundo. “Vocês estão tão educados hoje. É a chuva?”, questionou, tentando entender a falta de energia dos fãs.

Bring Me The Horizon recebe elogios nas redes

O Bring Me The Horizon celebrou 22 anos de carreira em sua estreia no festival, com uma apresentação marcada por uma estética imersiva inspirada em videogames e alertas sobre violência explícita exibidos no telão.

O vocalista chamou um fã com a camisa do Brasil para cantar no palco e revisitou faixas do primeiro disco. Apesar da forte conexão com o país, em sua sexta visita, o líder da banda britânica também cometeu uma gafe geográfica ao chamar o Rio de Janeiro de São Paulo durante a interação com o público.

Sepultura entrega repertório exclusivo

O Sepultura entregou uma performance histórica em sua última passagem pelo evento carioca. Diferentemente da turnê regular de despedida, a banda preparou um repertório exclusivo para o festival, inteiramente dedicado à fase com o vocalista Derrick Green, iniciada em 1998 após a saída de Max Cavalera.

O guitarrista Andreas Kisser explicou que o formato mais curto de festival permitiu atender a um antigo pedido dos fãs sem alterar a estrutura da turnê oficial. O grupo ainda aproveitou as brechas na chuva para comandar intensas rodas punk no gramado.

MGK é vaiado

A recepção mais difícil da tarde ficou reservada para MGK. O artista de 36 anos, atualmente dedicado ao pop punk e ao emo, enfrentou a insatisfação de parte do público de metal e precisou interromper o show logo no início para tentar apaziguar as vaias.

Visivelmente desconfortável, Colson Baker se defendeu afirmando que estava apenas vivendo o sonho de um garoto de Ohio. “Existem dois tipos de música: boa e ruim. […] Mesmo se vocês não me amarem, eu amo vocês”, declarou, antes de seguir com um set que deixou de fora alguns de seus maiores sucessos radiofônicos.

Black Pantera protesta pelo fim da escala 6×1

A representatividade nacional ganhou destaque no Palco Sunset com o Black Pantera. A banda abriu o show com letras sobre sincretismo, e encerrou comm a participação de Nervosa.

O vocalista aproveitou a visibilidade do festival para protestar contra a jornada de trabalho no país. “Não sei onde você está, mãe, mas essa é pelo fim da escala 6×1, rapaziada”, disparou. Na reta final, a apresentação ganhou ainda mais força com a participação de Prika Amaral, da Nervosa, em meio a vocais rasgados e discursos contra o racismo.

Bad Omens recebe elogios do público

Na sequência, o Bad Omens encerrou o palco secundário impulsionado pelo sucesso global de seus lançamentos recentes. O grupo de metalcore fez a multidão erguer os celulares durante um de seus maiores sucessos virais nas redes sociais.

Nas redes sociais e entre os fãs presentes no festival, o show foi apontado como um dos destaques do palco, reforçando a ascensão do Bad Omens como um dos grandes nomes da nova geração do metal.

Malvada agita show com convidada especial

A Malvada retornou ao Rock in Rio com status elevado desde sua estreia, em 2022. A banda levou Day Limns como convidada para misturar o hard rock tradicional com elementos do pop.

Público faz remada viking durante apresentação de Poppy

A tarde também foi marcada pelos contrastes visuais e sonoros de Poppy. Vestida com roupas coloridas que remetiam às estrelas pop do início da década passada, a artista surpreendeu parte do público ao alternar melodias delicadas com vocais guturais agressivos.

Acompanhada por instrumentistas com máscaras assustadoras e efeitos pirotécnicos, Poppy mostrou que sua identidade sonora também funciona em grandes palcos. A dualidade entre o visual aparentemente inofensivo e o som pesado garantiu um dos momentos mais surpreendentes do dia.