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Rock in Rio 2026: os melhores momentos do 3º dia com Calvin Harris, Ne-Yo, Nelly e Black Eyed Peas

Apesar da chuva, público do Rock in Rio entrou no clima nostálgico e transformou a noite em uma grande festa ao som de sucessos dos anos 2000

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Vista aérea noturna do palco principal do Rock in Rio com telões exibindo a bandeira do Brasil e texto
A apresentação de Calvin Harris no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 marcou um momento histórico para o festival, reunindo uma vasta multidão. Foto: Reprodução/Multishow

O terceiro dia do Rock in Rio 2026 foi dedicado ao pop, com ingressos esgotados e um público jovem que transformou o evento em um grande baile. Os shows de Black Eyed Peas, Nelly e Jota Quest tocando Tim Maia criaram o tom de festa, mesmo sob a chuva que persistiu durante todo o domingo (6).

A data se tornou a primeira desta edição com 100 mil ingressos vendidos. O festival também fez história ao ter um DJ, Calvin Harris, encerrando a programação do Palco Mundo pela primeira vez. A chuva, que variou entre garoa e forte, não afastou o público, que se manteve firme com capas de proteção.

Calvin Harris fecha noite histórica

Calvin Harris subiu ao Palco Mundo já na madrugada de segunda-feira (7) e abriu seu set com “Sweet Nothing”, parceria com Florence Welch. Durante cerca de 1h30, o DJ e produtor escocês de 42 anos apresentou uma sequência de sucessos como “Blame”, “Summer” e “Outside”.

O show contou com lasers, fogo, fogos e fumaça, enquanto os telões exibiam projeções coloridas e as palavras “comer, dormir, rave e repetir”. Harris também incluiu um beat de funk em sua apresentação.

Black Eyed Peas empolga o público com hits

O Black Eyed Peas entregou um show animado e nostálgico. O grupo abriu a apresentação com os sucessos “Let’s Get It Started”, “Boom Boom Pow”, “Pump It” e “I Gotta Feeling”, o que foi suficiente para empolgar o público.

O produtor Papatinho participou, tocando “Rap da Felicidade”, e a banda anunciou uma nova música, “We live up in here”, com clipe exibido no telão.

Ne-Yo traz nostalgia dos anos 2000

Ne-Yo, que já se apresentou no Brasil em outras ocasiões, trouxe um repertório conhecido, abrindo com “Closer” e “Because of You”. Outros sucessos apresentados foram “Miss Independent” e “Mad”.

Ele também incluiu faixas que compôs para Beyoncé e Rihanna, como “Irreplaceable” e “Take a Bow”. Para inovar, o artista desceu do palco, usou um chapéu de cowboy e tocou canções novas como “Ms Tundra” e “Up Out Gone”.

Nelly surpreende em primeiro show no festival

Em sua estreia no Brasil, o rapper Nelly comandou uma festa nostálgica no Palco Mundo. O setlist de 55 minutos foi dominado por músicas dos álbuns “Country Grammar” (2000) e “Nellyville” (2002).

Acompanhado por um DJ e um rapper de apoio, ele usou uma camisa de basquete da coleção da Nike dedicada a Michael Jordan e à Seleção Brasileira.

Talentos brasileiros no festival: Jota Quest, Barão Vermelho e BaianaSystem

O Jota Quest apresentou no Palco Sunset um show baseado no álbum “Jota Quest & Tim Maia – Dance Enquanto é Tempo”. A banda mineira recebeu convidados especiais: Tony Tornado, de 96 anos, que cantou “Sossego”, e Negra Li, que participou em “Descobridor dos sete mares”.

O Barão Vermelho, por sua vez, fez a despedida do rock no festival. Com um show de uma hora, a banda tocou clássicos como “Bete balanço” e “Meus bons amigos”, conquistando tanto os fãs antigos quanto o público mais jovem que aguardava as atrações pop. A canção “Por você” foi cantada em coro pela plateia.

A BaianaSystem abriu sua apresentação no Palco Sunset com a música “Água” durante um forte temporal. O vocalista Russo Passapusso brincou: “Deixa molhar, people, é bênção”. O show, batizado de “O Ciclo”, misturou referências do sound system jamaicano, guitarra baiana, samba, reggae e rock.

Abrindo o Palco Sunset, a dupla Calema, dos irmãos Fradique e António de São Tomé e Príncipe, enfrentou a chuva para conquistar a plateia. O duo, que tem parcerias com Lauana Prado e Leo Santana, convidou Dilsinho para cantar “Leva Tudo” no palco.