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Dougllas Fernanddo relembra trajetória construída nas bandas marciais
Após o 7 de Setembro, cantor fala sobre os aprendizados que levaram da infância aos palcos
O 7 de Setembro terminou, mas para quem vive o universo das bandas marciais e fanfarras, o encerramento dos desfiles está longe de representar o fim da caminhada. Os instrumentos podem deixar as avenidas, mas os ensaios, aprendizados e experiências continuam fazendo parte da rotina. stkn=MXV5cjl4bHB4amxyeg==&utm_source=qr”>Dougllas Fernanddo revisita mais de uma década de trajetória ligada à música.
O primeiro contato aconteceu ainda na infância, na Banda Marcial Mariana Amália. A partir dali, Dougllas passou por diferentes grupos, conheceu outras funções e ampliou sua experiência musical. Entre as formações estão a Banda Marcial Josefa Alves, o EREM Professor Moacyr Albuquerque, a Banda Marcial Maria Isabel, a The Cavaliers e a Banda Marcial 3 de Agosto.
Atualmente, o artista atua como comandante mor da Banda Marcial Maria Isabel e da The Cavaliers, além de ser trompetista da Banda Marcial 3 de Agosto. As diferentes funções fizeram com que ele conhecesse não apenas a parte musical, mas também os desafios relacionados à organização e ao trabalho coletivo.
Para Dougllas, uma das principais características das bandas é justamente a capacidade de ensinar por meio da prática. Os integrantes precisam aprender a ouvir, observar, respeitar horários e compreender que cada pessoa possui uma responsabilidade dentro da apresentação.
“Você aprende que não está sozinho. Cada integrante tem uma função e o resultado depende do conjunto. Também aprendemos a ouvir, respeitar o espaço do outro, cumprir horários e assumir responsabilidades”, afirma.
O artista também ressalta que o resultado apresentado ao público é consequência de um processo que começa muito antes do desfile. Ensaios, preparação, correções e repetição fazem parte da rotina dos integrantes durante boa parte do ano.
“Existe muito mais trabalho do que as pessoas imaginam. Durante praticamente todo o ano, a banda está envolvida com ensaios, preparação e apresentações. É uma rotina que exige muito esforço, cobrança e dedicação de todos”, relata.
Esse processo se torna ainda mais intenso em períodos de grandes apresentações, como o 7 de Setembro. A expectativa aumenta e os detalhes passam a ser observados com maior rigor.
Mas a importância das bandas, na visão de Dougllas, não está apenas no resultado musical. Para crianças e adolescentes, o ambiente também pode representar uma oportunidade de convivência, desenvolvimento e contato com a cultura.
“As bandas têm uma importância muito grande. Elas ajudam principalmente os jovens a saírem um pouco da rotina e do celular, ocupando o tempo com música, convivência e aprendizado”, afirma.
Ao longo dos anos, Dougllas também percebeu que muitos músicos encontram nas bandas o primeiro contato com instrumentos e descobrem uma possível vocação. Trompetistas, trombonistas e percussionistas podem começar ainda jovens e posteriormente seguir caminhos profissionais na música.
A experiência também influenciou sua própria carreira. Como cantor, utilizando o nome artístico Dougllas Fernanddo, ele passou a levar para os palcos conhecimentos desenvolvidos dentro das bandas.
“A experiência como cantor me ajudou muito a entender questões como presença de palco, postura e comunicação com o público. Ao mesmo tempo, tudo que aprendi nas bandas também contribuiu para minha trajetória artística”, diz.
Depois de mais uma edição do 7 de Setembro, o músico acredita que a história das bandas deve ser valorizada para além dos desfiles. Para ele, cada apresentação carrega o esforço de pessoas que passam meses se preparando e construindo experiências coletivas.
Mais de dez anos depois de seu primeiro contato com uma banda marcial, Dougllas continua enxergando na música uma ferramenta de transformação e aprendizado. ”