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Estudos da Fiocruz apontam que elevação das temperaturas afeta não só os idosos, mas também aumentam os casos de partos prematuros
O Ministério da Saúde inaugurou hoje uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde. A unidade tem como área de referência os estados do Sudeste e vai atuar na resposta a emergências em saúde pública, reforçando o apoio a estados e municípios tanto na preparação quanto no atendimento a situações de crise. A expectativa é reduzir o tempo de resposta a emergências sanitárias e ampliar a articulação entre as três esferas de governo diante de grandes eventos e desastres climáticos, como os impactos do El Niño. O ministro Alexandre Padilha lembrou que o aumento das temperaturas, causado pelas mudanças climáticas, de acordo com estudos da Fiocruz, aumenta o risco de partos prematuros.
– A temperatura média e descompensa, se o idoso, descompensa o uso da sua medicação. E também há o estudo da Fiocruz que aponta, que é a elevação da temperatura média faz nascer mais bebês prematuros, por isso você tem um maior risco de doenças entre os bebês. Então o aumento da temperatura média é uma preocupação que nós temos, por isso o Centro de Informação de Saúde e Clima, por isso o painel de calor extremo da Ministério da Saúde que sinaliza todos os municípios brasileiros hoje, aponta a temperatura dos próximos cinco dias, os gestores principais possam se organizar, fazer ações em relação a isso, e por isso a importância do protocolo de calor extremo do Ministério da Saúde. -, disse Padilha.
A base do Rio é a terceira do país a entrar em funcionamento. Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) já estão em atividade, e outras seis estão previstas até o fim deste ano para atender as demais regiões do país. A estrutura de Porto Alegre considera a necessidade de resposta a eventos como as enchentes registradas no estado nos últimos anos. A do Rio de Janeiro pretende dar respostas rápidas aos desastres naturais como os desmoronamentos e deslizamentos causados por temporais.
Cada base dispõe de veículos, posto médico avançado, comunicação via satélite, drones e equipamentos de apoio a equipes mobilizadas em áreas afetadas, inclusive locais remotos ou de difícil acesso. As estruturas podem atuar em situações como epidemias e surtos, secas e estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, chuvas intensas e enchentes, desastres hidrogeológicos e tecnológicos, incidentes com múltiplas vítimas, interrupção de serviços de saúde, falta temporária de profissionais e dificuldades de acesso a comunidades e unidades assistenciais.
Em caso de emergência, a capacidade pode ser ampliada com equipes de resposta rápida, voluntários e outros recursos, sempre em conjunto com estados, municípios e hospitais federais. O modelo, alinhado às boas práticas internacionais de prontidão e resposta a emergências e desastres, prevê o deslocamento inicial para as áreas afetadas em até 12 horas e a mobilização de equipamentos e profissionais adicionais nas primeiras 72 horas, de forma escalonada e proporcional às necessidades de cada ocorrência.

(Fotos: Walterson Rosa/MS)

(Fotos: Walterson Rosa/MS)