Ruas históricas, igrejas barrocas e arquitetura portuguesa: a cidade conhecida como “Pequena Lisboa” que ganhou status internacional - Super Rádio Tupi
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Ruas históricas, igrejas barrocas e arquitetura portuguesa: a cidade conhecida como “Pequena Lisboa” que ganhou status internacional

A segunda cidade do Brasil a entrar na lista da UNESCO.

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Essa cidade brasileira com um dos carnavais mais famosos do país e praias paradisíacas vira sonho de viagem
Suba as ladeiras de Olinda curtindo vistas panorâmicas, tapiocas quentes e praias calmas para um dia relaxante. // Créditos: depositphotos.com / mbastos

Fundada em 1535, Olinda entrou para a lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO em 1982, pouco depois de Ouro Preto. A antiga capital de Pernambuco, que chegou a ser chamada de “Pequena Lisboa” durante o período colonial, preserva nas ladeiras, igrejas e casarões um dos conjuntos de arquitetura barroca mais importantes e bem conservados das Américas.

Como Olinda conquistou o reconhecimento da UNESCO?

A inclusão oficial aconteceu em 1982, quando o centro histórico recebeu da UNESCO a inscrição de número 189. Antes disso, o conjunto já havia sido protegido pelo IPHAN em 1968. Atualmente, a área tombada ocupa aproximadamente 1,2 km² e reúne cerca de 1.500 imóveis.

Caminhar pelo centro histórico significa atravessar diferentes períodos da arquitetura brasileira. Há construções coloniais do século XVI, fachadas revestidas de azulejos dos séculos XVIII e XIX e exemplares neoclássicos erguidos no começo do século XX. Entre as ladeiras, cerca de 20 igrejas barrocas ajudam a formar um dos mais completos conjuntos de arquitetura religiosa colonial preservados no Brasil.

A "Veneza Brasileira" do barroco é essa cidade de 1535 que abriga o primeiro convento franciscano do país
Olinda brilha no turismo cultural com seu Carnaval de bonecos gigantes e eventos que destacam a rica herança afro-brasileira. // Créditos: depositphotos.com / [email protected]

O que fez Olinda ganhar o apelido de “Pequena Lisboa”?

No fim do século XVI, a prosperidade de Olinda já chamava atenção em toda a colônia. O açúcar sustentava a riqueza da cidade e, em 1612, a vila concentrava a produção dos engenhos de Pernambuco. A dimensão desse poder econômico levou escritores daquele período a estabelecerem comparações entre Olinda e a própria corte portuguesa.

A riqueza também colocou a cidade na mira dos holandeses, que a invadiram em 1630. No ano seguinte, os invasores colocaram fogo em Olinda e transferiram a capital para Recife. Com a expulsão dos holandeses, em 1654, teve início um longo processo de reconstrução. A destruição foi tão extensa que poucas construções originais sobreviveram, entre elas a Igreja de São João Batista dos Militares, uma das raras edificações do século XVI que resistiram ao incêndio.

Quais igrejas históricas merecem entrar no roteiro de Olinda?

O patrimônio religioso aparece praticamente integrado à paisagem das ladeiras de Olinda. Igrejas, conventos e capelas surgem ao longo do percurso e ajudam a revelar a dimensão que a arquitetura barroca alcançou na antiga cidade colonial.

  • Catedral Sé de Olinda: instalada no ponto mais alto da cidade, proporciona uma ampla vista para o mar e está entre as igrejas mais antigas do Brasil. É também um dos principais cartões-postais do Alto da Sé.
  • Mosteiro de São Bento: seu altar-mor, feito de cedro banhado a ouro, é um dos destaques do conjunto. O local também é conhecido pelas missas abertas ao público acompanhadas pelos cantos gregorianos dos monges.
  • Convento de São Francisco: considerado o primeiro convento franciscano construído no Brasil, conserva painéis de azulejos portugueses que representam episódios da vida de São Francisco.
  • Igreja do Carmo: sua construção remonta ao final do século XVI. Depois de passar por uma restauração completa, voltou a receber visitantes em 2012.
  • Igreja de Nossa Senhora da Graça: o projeto foi elaborado pelo jesuíta Francisco Dias em 1592. A construção está entre as primeiras erguidas no Brasil com a finalidade de catequizar indígenas.
Essa cidade brasileira com um dos carnavais mais famosos do país e praias paradisíacas vira sonho de viagem
Sinta a alma vibrante de Olinda PE, ladeiras mágicas, frevo e maracatu que inspiram alegria e conexão profunda com a história brasileira. – Créditos: depositphotos.com / mbastos

O que visitar além das igrejas?

A cidade reúne museus, mirantes e pontos emblemáticos do Carnaval em poucos quarteirões. É possível percorrer todos em um ou dois dias.

  • Alto da Sé: largo com vista para o oceano e a cidade baixa, concentra barracas de tapioca, artesãos e o ponto mais fotografado da cidade.
  • Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE): instalado no antigo Palácio Episcopal, reúne imagens sacras, pinturas e peças do século XVI em diante.
  • Museu do Mamulengo: dedicado à tradição popular do teatro de bonecos nordestino, reúne dezenas de personagens usados nas apresentações tradicionais.
  • Quatro Cantos: encruzilhada cercada por casarios coloridos, é o epicentro do Carnaval de bonecos gigantes.

O carnaval de bonecos gigantes que arrasta multidões

O Carnaval de Olinda é um dos mais tradicionais do Brasil e transformou a cidade em sinônimo de bonecos gigantes, que cruzam as ladeiras ao som de frevo e maracatu. Os grupos de foliões seguem os bonecos pelas ruas em cortejos abertos e gratuitos.

A festa acontece sem trio elétrico e sem cordas, preservando o caráter de rua que sobreviveu desde os primeiros festejos populares. Muitos moradores abrem suas janelas e sacadas nos dias de folia, tornando o centro histórico em palco improvisado.

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O que comer no Alto da Sé e arredores?

A culinária olindense mistura raízes indígenas, africanas e portuguesas em pratos que resumem a cozinha pernambucana. Alguns são parada obrigatória.

  • Tapioca do Alto da Sé: recheada com carne de sol, queijo coalho, camarão ou coco, é servida nas barracas em frente à Catedral.
  • Bolo de rolo: doce de massa finíssima enrolada com goiabada, criação pernambucana que virou patrimônio imaterial do estado.
  • Bolo Souza Leão: receita histórica à base de massa de mandioca, leite de coco e gemas, servido em cafeterias tradicionais.
  • Tacacá de Olinda: versão local do prato nortista que ganhou adaptações com temperos e ingredientes da região.
Cidade nordestina encanta com história viva e o carnaval mais colorido do Brasil
Olinda PE prepara Carnaval 2026 com orquestras e bonecos gigantes; visite Alto da Sé e praias como Del Chifre em alta temporada agora! – Créditos: depositphotos.com / giannakisphoto

Qual é a melhor época para visitar o centro histórico?

O clima é tropical úmido, com temperaturas altas o ano inteiro e brisa do mar constante. As chuvas se concentram no outono e no início do inverno.

☀️ Verão
Dezembro a Fevereiro
24°C a 31°C
Temperatura
O auge da festa. Época do Carnaval de rua, dos Bonecos Gigantes e de aproveitar a vista e o artesanato no Alto da Sé sob sol pleno.
☀️ Chuva Baixa
🍂 Outono
Março a Maio
24°C a 30°C
Temperatura
As águas começam a chegar. Período ideal para visitar os museus e as igrejas seculares, apreciando o barroco protegido da chuva.
⛈️ Chuva Alta
❄️ Inverno
Junho a Agosto
22°C a 28°C
Temperatura
Clima mais fresco e úmido. Momento perfeito para explorar a paz dos conventos e se deliciar com a rica gastronomia regional nos restaurantes da cidade alta.
⛈️ Chuva Alta
🌸 Primavera
Setembro a Novembro
23°C a 30°C
Temperatura
O sol volta a brilhar com força. Estação excelente para percorrer os mirantes e fazer passeios fotográficos pelas ladeiras coloridas.
☀️ Chuva Baixa

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à antiga capital de Pernambuco?

Olinda fica a cerca de 9 km de Recife, com acesso direto pela avenida Agamenon Magalhães, também chamada de Beira-Mar de Olinda. O trajeto de carro ou Uber costuma levar de 15 a 25 minutos a partir da praia de Boa Viagem.

O Aeroporto Internacional do Recife (Gilberto Freyre) é a principal porta de entrada para quem chega de outros estados, com voos diretos de várias capitais. O mais indicado é subir de Uber até o Alto da Sé e descer as ladeiras a pé, já que as ruas do centro histórico são íngremes e estreitas.

Venha conhecer a cidade que a UNESCO transformou em patrimônio mundial

Olinda é daqueles destinos onde a história se confunde com a paisagem. O azul do mar emolduram as igrejas barrocas, as ladeiras guardam o eco dos bonecos do Carnaval e cada esquina entrega uma vista diferente sobre 500 anos de Brasil.

Você precisa subir até o Alto da Sé ao entardecer e entender por que tanta gente chama Olinda de cidade mais bonita de Pernambuco.