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Maracanã sob investigação: MPRJ apura desvio milionário e superlotação

Esquema pode ter desviado R$ 1 milhão por mês em jogos de Fla e Flu; entenda como a fraude compromete a segurança de torcedores no estádio

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Interior vazio do estádio Maracanã com placar exibindo Flamengo e Fluminense logos
O Maracanã, foco de inquérito sobre irregularidades na venda de ingressos de Fla-Flu, mostra placar de clássico carioca. Foto: Gilvan de Souza/CRF

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga um possível desvio de R$ 1 milhão por mês na administração do Maracanã. A apuração foca na venda de ingressos para jogos de Flamengo e Fluminense como mandantes, com suspeitas de comercialização acima da capacidade e irregularidades nos borderôs das partidas.

A informação foi publicada pelo jornal “O Globo”, que teve acesso à investigação. Em agosto, o MPRJ instaurou um inquérito civil para apurar a superlotação no estádio e pediu esclarecimentos aos clubes e outras partes envolvidas na operação dos jogos.

Existe a preocupação de que as planilhas de segurança das partidas apresentem números de torcedores subdimensionados. Essa prática poderia resultar em um efetivo policial insuficiente no estádio, comprometendo a segurança do público.

Detalhes da investigação

A apuração do MPRJ indica que, em 16 jogos desde dezembro de 2025, foram vendidos ou colocados à venda ingressos acima da capacidade de alguns setores. O cenário de superlotação teria ocorrido em 11 partidas do Flamengo, quatro do Fluminense e no clássico que decidiu o Campeonato Carioca de 2026.

O Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) instaurou o inquérito civil em 26 de agosto. O objetivo é investigar a superlotação em setores do Maracanã. Flamengo e Fluminense são sócios na empresa Fla-Flu Serviços S.A., que administra o estádio.

O GAEDEST/MPRJ enviou ofícios aos clubes, à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e aos órgãos de segurança e venda de ingressos. Os documentos solicitam esclarecimentos sobre o número total de bilhetes emitidos, incluindo vendas, cortesias e gratuidades por setor.

Os órgãos também devem informar a quantidade de ingressos efetivamente utilizados, correspondente ao público presente em cada setor. O Ministério Público questiona se há justificativa técnica para as discrepâncias e para o acesso de um número de pessoas superior à capacidade dos setores nas partidas analisadas.