Estudante usa mesma agulha em feira de ciências para testar glicose sem autorização e 20 pessoas precisam buscar atendimento - Super Rádio Tupi
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Estudante usa mesma agulha em feira de ciências para testar glicose sem autorização e 20 pessoas precisam buscar atendimento

Evento em colégio no Recreio virou caso de saúde pública; entenda os riscos do procedimento e como as famílias estão sendo monitoradas

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Edifício moderno com fachada azul e branca, placa "COLÉGIO-CURSO TAMANDARÉ", janelas e entrada com escadas
Fachada do Colégio-Curso Tamandaré, onde 20 pessoas buscaram atendimento médico após teste de glicose em feira de ciências - Foto: Divulgação

Uma feira de ciências no Colégio-Curso Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, levou cerca de 20 pessoas a procurar atendimento médico no último sábado. O motivo foi o reaproveitamento de agulhas durante um teste de medição de glicose.

O procedimento era parte de um trabalho escolar sobre diabetes, apresentado por uma aluna. Ela utilizou um medidor de glicose e lancetas que, segundo a instituição, deveriam ser apenas material ilustrativo.

Escola afirma que testes foram proibidos

A direção do colégio informou que a estudante desrespeitou a orientação dos professores e da coordenação. A instrução era de que o aparelho servisse apenas para demonstração visual, sem qualquer procedimento físico no público.

Em nota, a escola afirmou que a coordenação foi clara ao determinar que “nenhuma medição seria realizada em pessoas”. A falha de segurança foi notada pela equipe escolar quando perceberam que a aluna realizava os testes sem autorização.

Investigações internas mostraram que a mesma lanceta, um item de uso individual e descartável, foi usada em até três pessoas. Assim que o fato foi identificado, a direção interrompeu a apresentação e recolheu os equipamentos.

Resultados negativos e monitoramento

As autoridades de saúde foram acionadas pela escola ainda no sábado. As famílias das pessoas que participaram do teste receberam orientação para buscar assistência médica imediata como medida preventiva, devido ao risco de contaminação.

Os resultados dos exames informados ao colégio deram negativo até o momento, sem detalhamento sobre quais testes foram feitos. A direção reforçou a necessidade de os visitantes que passaram pelo procedimento manterem o acompanhamento médico.

O colégio declarou que continua em contato com os envolvidos e monitorando o caso. As famílias foram instruídas a seguir os protocolos de saúde para garantir a segurança dos expostos ao uso indevido do material.