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Confusão na Vila Isabel: entenda a polêmica envolvendo Martinho da Vila e o samba de 2027
Entenda como a insatisfação do presidente de honra mudou os rumos do Carnaval 2027 e levou à renúncia de outros compositores da escola
A escola de samba Unidos de Vila Isabel reverteu a escolha de seu samba-enredo após uma manifestação de indignação de Martinho da Vila. A situação gerou uma polêmica na agremiação que envolveu os compositores Martinho da Vila e Paulo César Feital, além do financiador Capitão Guimarães e seu filho, Luiz Guimarães.
O conflito começou depois que a escola anunciou, no sábado (12/9), que o samba para o Carnaval de 2027 seria uma fusão das obras de números 5 e 13, de autores diferentes. Martinho da Vila, presidente de honra da Vila Isabel e autor do samba 13, contestou a decisão.
“Não concordo e já pedi para retirar meu nome”, declarou o músico à coluna “Gente”, da revista “Veja”. Segundo a publicação, Capitão Guimarães apoiou Martinho e avisou seu filho, Luiz Guimarães, responsável pelas decisões na escola, que a situação desagradaria o sambista.
Diante da repercussão, a Vila Isabel voltou atrás e desfez a junção das obras. O samba de Martinho da Vila foi escolhido para representar o enredo “Torto Arado: Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado no romance do escritor Itamar Vieira Junior.
Em nota assinada por Luiz Guimarães, a escola explicou a mudança: “Diante da posição dele e de tudo que avaliamos com a nossa equipe de Carnaval, entendemos que o samba nº 13 era o melhor caminho. É uma obra forte e que conta muito bem a história que queremos levar para a Avenida”.
Músicos deixam a escola
Com a nova decisão, quatro dos oito músicos envolvidos na composição do samba descartado resolveram deixar a agremiação. Rafael Tinguinha, Gustavinho Oliveira, Gabriel Simões e Thales Nunes abandonaram seus cargos.
“Eu quase adoecei por causa da escola. Hoje, não vou mais me permitir passar por esse tipo de situação. A tristeza fica, porque existem sentimento, história e amor envolvidos. Mas a culpa não foi minha e não foi dos meus parceiros”, publicou Gustavinho em seu Instagram.
Gabriel Simões e Rafael Tinguinha confirmaram à coluna da “Veja” que a saída ocorreu após a confusão com o samba-enredo.
“A gente foi para a quadra, apresentou por quatro vezes, fomos anunciados como campeões e agora a escola diz que não somos campeões. Vamos fazer o que? Não tem o que falar”, disse Gabriel.