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Menino de 9 anos usa cartão corporativo do pai para divulgar canal de games no YouTube e gera dívida de R$ 607 mil que coloca em risco o futuro da família
Criança promoveu vídeos de games com cartão corporativo salvo no aplicativo
Um menino de 9 anos causou um prejuízo de US$ 118 mil, cerca de R$ 607 mil, ao usar o cartão corporativo do pai para financiar anúncios no YouTube e impulsionar seu canal de gameplays de Minecraft. A história veio a público nessa terça-feira (16), quando David Sarkisyan publicou um depoimento em vídeo no canal do filho anunciando o encerramento do perfil. Em menos de 24 horas, a publicação acumulou mais de 420 mil visualizações.
Foi David quem ajudou Mike a criar o canal e gravar os primeiros vídeos jogando Minecraft e Roblox, quando o menino tinha 8 anos. “O primeiro vídeo teve, tipo, cinco visualizações. Não aconteceu nada, não ganhou tração, mas ele adorou”, contou o pai, lembrando que também curtia a experiência: “Eu também adorei poder sentar do lado dele, ver ele jogar e ficar genuinamente animado.”
Como o gasto passou despercebido?
O problema começou quando David permitiu que Mike usasse seu cartão de crédito para comprar Robux, a moeda virtual do Roblox. Pouco depois, investiu US$ 20 em anúncios pagos no YouTube para animar o filho, frustrado com o baixo engajamento no canal. O cartão salvo no dispositivo era o mesmo usado para campanhas de marketing da empresa onde David trabalha. “Eu não pensei nem por um segundo que, ao salvar o cartão da minha empresa, ficaria disponível toda vez que ele abrisse algum aplicativo”, admitiu.

Os gastos só foram interrompidos quando David foi convocado para uma reunião inesperada. “Não era só meu chefe. Havia pessoas do corporativo, do financeiro, um notebook aberto”, descreveu. Diante de uma tabela com todas as transações das três semanas anteriores, a pergunta veio com calma: “Ei, pode explicar os US$ 118 mil que foram gastos nessa conta?”
Consequências para o pai e para o canal
David afirmou não culpar o filho pelo ocorrido e assumiu a responsabilidade por não ter estabelecido limites. “Ele não entende por completo o que é um cartão empresarial, que aquele número enorme na tela é dinheiro de verdade”, disse. “Para ele, com nove anos, se o botão funcionou, então deu certo.”
O canal foi encerrado, e o acesso de Mike aos eletrônicos da família também está suspenso. Quanto ao próprio emprego, David disse aguardar uma definição dos escalões superiores da empresa. “Há chances reais de eu precisar pagar do meu próprio bolso, e não somos uma família com todo esse dinheiro guardado.”