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Dentista que trata gengivite há anos repete o mesmo aviso: a escova de dentes precisa ter cerdas macias para não causar retração, o fio dental deve abraçar a lateral do dente entrando levemente no sulco, pastas com carvão ativado apenas lixam e desgastam o esmalte, e é sempre o acúmulo silencioso de tártaro que leva à perda óssea irreversível
No consultório, um dentista especializado em tratar gengivite afirma que a maioria dos casos avançados começa com hábitos simples aplicados de forma errada. Os quatro pontos abaixo aparecem repetidamente entre pacientes que acham estar cuidando bem dos dentes.
Por que a escova de dentes precisa ter cerdas macias?
Cerdas médias ou duras causam mais abrasão sobre o esmalte e a gengiva, aumentando o risco de retração gengival ao longo dos anos. Segundo o Conselho Federal de Odontologia, a escovação deve ser feita com escova de cabeça pequena e cerdas macias, aplicando a técnica de Bass ou Bass modificada: movimentos vibratórios suaves na linha da gengiva, complementados por uma varredura no sentido dos dentes.

Como o fio dental deve ser usado para limpar o sulco gengival?
O erro mais comum é apenas puxar o fio para cima e para baixo entre os dentes. A técnica correta pede que o fio contorne a lateral de cada dente em formato de “C”, deslizando com delicadeza até o sulco gengival, o pequeno espaço entre o dente e a gengiva onde a placa bacteriana se acumula sem ser vista. Esse movimento remove resíduos que a escova sozinha não alcança, mas nunca deve ser feito com força.
Esses quatro cuidados resumem o que sustenta uma gengiva saudável a longo prazo.
● ALERTA DO DENTISTA
| Hábito | Consequência |
|---|---|
| Escova de cerdas duras | Retração gengival |
| Fio dental sem técnica | Placa no sulco gengival |
| Pasta com carvão ativado | Desgaste do esmalte |
| Tártaro não removido | Perda óssea irreversível |
Pasta com carvão ativado realmente clareia os dentes?
Um estudo publicado na Research, Society and Development, revista científica revisada por pares, aponta que o carvão ativado tem alta capacidade abrasiva e aumenta a rugosidade do esmalte dental, sem apresentar evidência científica robusta de efeito clareador significativo. Na prática, o produto desgasta a superfície do dente e pode até deixá-lo mais sensível, sem entregar o resultado estético prometido.
Por que o tártaro acumulado pode levar à perda óssea irreversível?
Quando a placa bacteriana não é removida pela escovação e pelo fio dental, ela se mineraliza e vira tártaro, que se aloja abaixo da gengiva e desencadeia inflamação. Com o tempo, essa inflamação evolui de gengivite para periodontite, atingindo o osso que sustenta os dentes. A perda óssea causada por esse processo não se regenera sozinha, embora o tratamento profissional consiga estabilizar a doença e evitar que ela avance.

O que muda na rotina de quem aplica esses quatro cuidados?
Trocar a escova por uma de cerdas macias, ajustar a técnica do fio dental, evitar pastas abrasivas sem comprovação e remover o tártaro em consultas regulares reduz drasticamente o risco de problemas bucais graves. Consultas periódicas continuam sendo a forma mais segura de identificar tártaro antes que ele avance para os ossos.
Um cuidado simples com o local onde a escova fica guardada também afeta a saúde bucal diariamente.
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