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Novo radar de velocidade média é testado na Ponte Rio-Niterói: entenda o que muda e se haverá multa

Tecnologia que fiscaliza o percurso do motorista inicia testes na Ponte Rio-Niterói; entenda o que muda e se a fiscalização já está multando

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Vista aérea da Ponte Rio-Niterói sobre a água azul, com muitos carros e caminhões
A Ponte Rio-Niterói, trecho rodoviário que receberá testes de radar de velocidade média, com tráfego de veículos. Foto: Divulgação

A Ponte Rio-Niterói é um dos trechos de rodovias brasileiras que testarão um novo sistema de fiscalização capaz de calcular a velocidade média dos veículos durante um percurso. A tecnologia acompanha o tempo que um motorista leva para percorrer uma distância pré-determinada.

Diferentemente dos radares convencionais, que registram a velocidade em um ponto específico, o novo modelo dificulta a prática de frear apenas perto do equipamento para depois acelerar.

Nesta fase, o projeto tem caráter experimental e não haverá aplicação de multas. O objetivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é avaliar a tecnologia para uma eventual utilização em rodovias federais concedidas.

Como funciona o radar de velocidade média?

O sistema registra a passagem do mesmo veículo em dois ou mais pontos. Como a distância entre os equipamentos é conhecida, o programa calcula o tempo que o carro levou para percorrer aquele trecho e, a partir daí, define a velocidade média.

Se um motorista percorrer a maior parte do trajeto acima do limite, reduzir a velocidade apenas nos pontos de controle pode não ser suficiente para manter a média dentro do permitido.

O novo radar vai multar?

Não durante o projeto-piloto. A ANTT afirma que o teste é exclusivamente técnico, educativo e experimental. A velocidade média registrada não resultará em autuação ou penalidade.

Contudo, os radares convencionais e outras formas de fiscalização continuam operando. Um motorista flagrado em infração por um equipamento já existente poderá ser multado conforme as regras atuais.

Onde haverá testes no RJ?

Além da Ponte Rio-Niterói, a ANTT autorizou testes em outros quatro trechos de rodovias federais no estado. Dois ficam na BR-101, sob concessão da Autopista Fluminense, e dois na BR-116, administrada pela EcoRioMinas.

  • BR-101/RJ (Itaboraí/São Gonçalo): do km 298,6 ao km 313 (sentido Norte) e do km 298,3 ao km 314,39 (sentido Sul).

  • BR-101/RJ (Ponte Rio-Niterói): do km 323,7 ao km 332,72 (sentido Norte).

  • BR-116/RJ (Nova Iguaçu): do km 182,085 ao km 173,460 (sentido Norte).

  • BR-116/RJ (Teresópolis): do km 64,350 ao km 69,550 (sentido Sul).

O período de testes está previsto para 180 dias, podendo ser prorrogado. A concessionária deverá instalar sinalização no trecho monitorado, avisando os motoristas sobre o acompanhamento da velocidade média.

Tecnologia semelhante já é testada no Brasil há quase 10 anos. Na BR-050, em Uberaba (MG), o número de flagrantes caiu 22,5% após uma blitz educativa. Em São Paulo, 852 mil notificações educativas foram emitidas em seis meses de testes em vias como as avenidas Jacu Pêssego e 23 de Maio, a Marginal Tietê e a Avenida dos Bandeirantes.