Nikola Tesla e a Engenharia Eletromagnética, em reflexão sobre os mistérios: "Mas o instinto é algo que transcende o conhecimento. Temos, sem dúvida, certas fibras mais sutis que nos permitem perceber verdades quando a dedução lógica, ou qualquer outro esforço voluntário do cérebro, é inútil." - Super Rádio Tupi
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Nikola Tesla e a Engenharia Eletromagnética, em reflexão sobre os mistérios: “Mas o instinto é algo que transcende o conhecimento. Temos, sem dúvida, certas fibras mais sutis que nos permitem perceber verdades quando a dedução lógica, ou qualquer outro esforço voluntário do cérebro, é inútil.”

A frase real de Tesla sobre os limites da lógica é bem diferente da versão que viralizou como sua

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Nikola Tesla e a Engenharia Eletromagnética, em reflexão sobre os mistérios: "Mas o instinto é algo que transcende o conhecimento. Temos, sem dúvida, certas fibras mais sutis que nos permitem perceber verdades quando a dedução lógica, ou qualquer outro esforço voluntário do cérebro, é inútil."
A frase sobre energia, frequência e vibração nunca apareceu em nenhuma patente, palestra ou artigo assinado por Tesla - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Nikola Tesla é lembrado como o engenheiro por trás da corrente alternada e de dezenas de patentes que moldaram a eletricidade moderna. A frase mais compartilhada em seu nome nas redes sociais, porém, sobre “energia, frequência e vibração”, nunca saiu da boca nem da caneta dele.

De onde vem a frase real de Tesla sobre instinto e conhecimento?

O trecho aparece em “My Inventions”, autobiografia que Tesla escreveu em 1919, originalmente publicada como uma série de artigos na revista Electrical Experimenter. No capítulo dedicado à descoberta do campo magnético rotativo, ele descreve o momento em que a solução para um dos seus maiores problemas de engenharia veio não da lógica, mas de um tipo de percepção que ele mesmo tinha dificuldade de explicar.

É nesse contexto que surge a reflexão sobre instinto transcendendo conhecimento, e sobre “fibras mais sutis” capazes de perceber verdades quando a dedução lógica simplesmente não chega lá.

Nikola Tesla e a Engenharia Eletromagnética, em reflexão sobre os mistérios: "Mas o instinto é algo que transcende o conhecimento. Temos, sem dúvida, certas fibras mais sutis que nos permitem perceber verdades quando a dedução lógica, ou qualquer outro esforço voluntário do cérebro, é inútil."
Na autobiografia real, Tesla descreve momentos de descoberta que vieram do instinto, não do cálculo puro – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Por que a frase sobre energia e vibração é considerada falsa?

Pesquisadores dedicados ao legado de Tesla e organizações que preservam seus documentos originais já confirmaram que essa frase não aparece em nenhuma patente, palestra ou artigo assinado por ele. Grandes biografias sobre sua vida também não fazem qualquer menção a ela.

O rastro mais antigo da frase aparece em literatura de espiritualidade e autoajuda entre as décadas de 1980 e 1990, décadas depois da morte de Tesla, em 1943. Dali, ela se espalhou pela internet até virar sinônimo do próprio nome do engenheiro, sem que ninguém conseguisse apontar a fonte original.

O que a reflexão real de Tesla ensina sobre os limites da lógica?

Mesmo sendo um engenheiro obcecado por precisão, Tesla reconhecia que nem toda descoberta nasce de cálculo puro. Ele descrevia momentos em que uma solução chegava de forma quase repentina, como um relâmpago de clareza, antes mesmo de conseguir explicá-la formalmente.

Essa é uma diferença importante em relação à frase apócrifa sobre energia e vibração, que soa vaga e mística. A reflexão real é mais precisa: fala sobre os limites da dedução lógica diante de certos tipos de percepção, não sobre energia cósmica ou frequências universais.

Nikola Tesla e a Engenharia Eletromagnética, em reflexão sobre os mistérios: "Mas o instinto é algo que transcende o conhecimento. Temos, sem dúvida, certas fibras mais sutis que nos permitem perceber verdades quando a dedução lógica, ou qualquer outro esforço voluntário do cérebro, é inútil."
A frase apócrifa só surgiu décadas após a morte de Tesla, espalhada por literatura de espiritualidade dos anos 1980 – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Por que vale lembrar hoje da reflexão autêntica de Tesla?

Vale porque ela descreve algo que muitos profissionais criativos e cientistas reconhecem na própria experiência: a sensação de que uma resposta certa “simplesmente aparece”, antes de qualquer prova lógica sustentá-la.

Tesla não estava rejeitando a ciência ao descrever esse fenômeno, estava apontando que ela nem sempre é suficiente sozinha. Vale muito mais a pena repetir essa ideia real do que uma frase inventada décadas depois de sua morte.

Para conhecer outra reflexão de um físico renomado sobre os limites daquilo que conseguimos entender pela lógica, vale seguir para a matéria abaixo.