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Ponte Rio-Niterói terá novo radar de velocidade média; saiba como funciona
Sistema inédito vai monitorar o trajeto dos motoristas no sentido Niterói; fase de testes será educativa e não vai gerar multas por enquanto
A Ponte Rio-Niterói prepara a implementação de uma tecnologia para monitorar a velocidade média dos veículos em um longo trecho da via. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou um sistema experimental para identificar se o condutor manteve uma velocidade adequada durante o trajeto, e não apenas no ponto exato de um radar fixo.
Monitoramento educativo e sem multas
Durante a fase de testes, os motoristas que atravessarem a Ponte não receberão multas com base na nova medição. A autorização da agência reguladora determina que a iniciativa tem caráter técnico e educativo, com o objetivo de analisar a precisão dos aparelhos e o comportamento dos usuários.
O texto da autorização oficial destaca que “nenhuma autuação ou penalidade poderá ser aplicada exclusivamente com base na velocidade média identificada“. A medida busca compreender o impacto da tecnologia na segurança antes de qualquer decisão sobre fiscalização punitiva. Os radares que flagram o excesso de velocidade pontual continuam operando normalmente e gerando multas.
Funcionamento e alcance do sistema
O novo monitoramento utiliza dois pontos de controle para verificar o tempo de deslocamento de cada veículo. O teste ocorrerá no sentido Niterói, entre os quilômetros 323+700 e 332+720, em um trecho de aproximadamente nove quilômetros.
O sistema registra o horário de entrada e de saída do automóvel no segmento. Se o percurso for concluído em tempo inferior ao previsto para o limite da via, fica comprovado que o condutor acelerou acima do permitido em algum momento. A concessionária Ecovias Ponte deve instalar placas informativas ao longo do trajeto para que os motoristas saibam da fiscalização.
A fase experimental terá duração de 180 dias, podendo ser estendida ou interrompida pela ANTT conforme os resultados. O cronograma, contudo, depende da chegada e instalação de todos os componentes eletrônicos.
Segundo a Ecovias Ponte, a operação ainda não começou porque os equipamentos fundamentais para o sistema não foram entregues. Por isso, não há data confirmada para o início do teste. A adoção definitiva do modelo para aplicação de multas dependerá de futuras discussões regulatórias.
Por enquanto, o projeto piloto visa desencorajar a prática de reduzir a velocidade apenas diante das câmeras para acelerar logo em seguida, garantindo um fluxo mais seguro na travessia.