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Véi Gilson, chefe do Bonde dos Treze, é preso em casa de luxo em Natal

Considerado o mais procurado do Acre, criminoso estava em imóvel à beira-mar no RN após passar por favela no Rio de Janeiro

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Homem sem camisa, dinheiro em notas de cinquenta e cem reais, celulares, moedas e documentos
Gilson Borges de Souza, o Véi Gilson, e itens apreendidos durante sua prisão em Natal, incluindo dinheiro e celulares. Foto: Divulgação/PCERJ

O fundador da facção criminosa Bonde dos Treze, Gilson Borges de Souza, foi preso nesta sexta-feira (18). Conhecido como Véi Gilson, ele era o homem mais procurado do Acre e foi encontrado em um imóvel de luxo na Praia dos Artistas, em Natal, Rio Grande do Norte.

Durante a abordagem, os agentes apreenderam dinheiro, dois celulares, cartões de crédito e documentos de identificação falsos. A captura foi resultado de uma ação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro, Acre e Rio Grande do Norte, com apoio do Ministério Público acreano e do Ministério da Justiça.

Monitoramento começou em favela do Rio de Janeiro

Gilson estava foragido desde julho de 2022. As investigações indicam que, antes de se esconder no Nordeste, ele buscou abrigo no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, onde passou a ser monitorado pela inteligência fluminense. Mesmo distante, ele continuava a controlar o tráfico de drogas em seu estado de origem.

A prisão integra o Projeto Captura, uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Polícia Civil do Rio. O programa visa localizar líderes criminosos de outros estados que usam o território fluminense como esconderijo ou base de operações.

Acusações e histórico do líder criminoso

Dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra o detido. O histórico de Gilson inclui acusações por tráfico de entorpecentes, participação em organização criminosa e uso de documentos falsos. Seu nome estava na lista de procurados prioritários do governo federal no Acre.

A operação reforça a estratégia de compartilhamento de informações entre os estados para desarticular o comando de facções. A defesa de Gilson Borges de Souza não foi localizada para comentar a prisão.