Rio
Defesa Civil interdita casarão que desabou no Cosme Velho e atingiu mãe e filha
Imóvel que desabou já tinha sido interditado; poder público anuncia a desapropriação de outros casarões históricos para evitar novas tragédias
A Defesa Civil municipal interditou o casarão de dois andares que desabou e atingiu uma mulher e sua filha neste sábado (19), na Rua Cosme Velho, na Zona Sul do Rio. O segundo andar do imóvel vizinho também foi isolado por segurança.
Uma mulher de 43 anos e sua filha, de 2, ficaram feridas ao serem atingidas pelos escombros. Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas foram levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto com ferimentos moderados. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde delas.
Segundo o órgão, o segundo andar de ambos os imóveis precisará ser demolido. A Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) e a Comlurb foram acionadas para a demolição e remoção dos escombros.
Em nota, a Defesa Civil informou ter realizado três vistorias no casarão antes do desabamento. O proprietário foi orientado a fazer uma obra de recuperação em 2023. Outras duas vistorias, em 2025, constataram que as obras não haviam sido feitas e o imóvel foi interditado.
Prefeitura vai desapropriar imóveis
A Prefeitura do Rio anunciou que vai desapropriar o terreno do imóvel que desabou, com a medida sendo publicada no Diário Oficial na segunda-feira (22). O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a ação busca evitar novas tragédias causadas pela falta de preservação por parte dos proprietários.
Cavaliere declarou que a prefeitura irá intervir, desapropriar e levar os imóveis a leilão público. Ele anunciou que a Casa Portinari e o Solar dos Abacaxis também serão desapropriados, como parte do primeiro bloco de imóveis da região. Uma nova leva de desapropriações também ocorrerá no Centro Histórico.
A Associação dos Moradores do Cosme Velho já havia feito diversos alertas à prefeitura sobre o risco de queda do casarão. Em um ofício de março deste ano, a instituição detalhou o estado de abandono da estrutura.
No documento, a associação descreveu que a construção apresentava infiltrações, reboco descolando, esquadrias danificadas e telhado com risco de ruir devido à vegetação. O texto também mencionava que, apesar da interdição, a calçada estreita forçava os pedestres a passarem por uma área de risco.
