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Homem tenta escapar de um ataque há 1.600 anos, se esconde dentro de um enorme vaso de cerâmica, fica preso e acaba encontrado por arqueólogos
Achado arqueológico revela mistério militar do Império Romano.
Escavações na antiga colônia de Deultum revelaram uma descoberta intrigante sobre o passado militar romano. Um esqueleto foi encontrado no interior de um recipiente de armazenamento, expondo detalhes dramáticos sobre um intenso combate ocorrido no sudeste da Bulgária antiga durante o século IV.
Como ocorreu a descoberta dos restos humanos na antiga colônia romana de Deultum?
Os arqueólogos realizavam trabalhos de campo na região de Debelt quando identificaram os vestígios biológicos preservados. O corpo do homem estava posicionado estrategicamente no interior de uma estrutura defensiva, pertencente à próspera colônia estabelecida durante o apogeu do Império Romano na província búlgara.
A ossada estava acomodada no fundo de uma imensa vasilha cerâmica de armazenamento conhecida tecnicamente como dolium. O achado dentro da torre do portão principal surpreendeu os pesquisadores responsáveis pelas escavações científicas realizadas na localidade histórica de Deultum recentemente no país europeu.
Quais evidências indicam que a fortaleza romana sofreu um ataque devastador?
A área ao redor do grande vaso cerâmico apresentava claros sinais de destruição provocados por um severo incêndio. Paredes completamente enegrecidas pelo fogo, cinzas acumuladas e pedaços de carvão comprovam que a estrutura defensiva foi consumida pelas chamas durante o confronto militar ocorrido na fortaleza.
Além das marcas de queimado, os arqueólogos recuperaram moedas de bronze e objetos de vidro derretido pelo intenso calor. Ossos carbonizados de animais domésticos também foram localizados no local, reforçando a tese de um ataque executado por tribos germânicas ou invasores hunos.

Por que o homem encontrado dentro do recipiente de armazenamento tentou se esconder?
O arqueólogo Lyudmil Vagalinski, da Academia Búlgara de Ciências, explicou que a população recebeu alertas sobre a aproximação inimiga. Diante da ameaça iminente, os moradores recolheram seus animais para o interior do forte em uma tentativa desesperada de proteção comunitária contra os invasores.
Análise Arqueológica
A dinâmica do abrigo temporário
A presença de cinzas acumuladas abaixo dos restos mortais do indivíduo indica que o incêndio na torre já havia começado no momento em que ele buscou refúgio no recipiente.
O recipiente de armazenamento de grãos serviu como um esconderijo de emergência diante do avanço das chamas e da violência dos combates promovidos pelas tropas inimigas.
Como as cinzas foram encontradas abaixo do esqueleto, conclui-se que o indivíduo entrou na jarra após o início do incêndio. Ele buscava abrigo das chamas e dos combates violentos que ocorriam ao redor da torre de defesa do assentamento romano.
A investigação no local permitiu entender os fatores que motivaram o refúgio do homem:
- Alerta prévio sobre a chegada de forças militares hostis na região.
- Propagação rápida do fogo pela estrutura de madeira da edificação.
- Busca por proteção imediata dentro de recipientes cerâmicos de grande porte.
Quais objetos pessoais revelam a tentativa desesperada de defesa do indivíduo?
Junto à ossada, os especialistas resgataram pertences pessoais que traçam o momento final do homem. Ele utilizava um cinto de couro no qual ainda estava presa uma faca de ferro, indicando que o indivíduo estava equipado para o confronto militar na fortaleza.
A segunda faca de ferro foi descoberta posicionada entre as pernas da vítima, sugerindo uma postura clara de reação imediata. Essa posição indica que o homem segurava o artefato pronto para se defender contra os agressores no momento derradeiro de sua vida.
Os itens encontrados junto ao esqueleto ajudam a reconstituir os momentos finais:
- Cinto de couro utilizado para carregar equipamentos pessoais.
- Primeira faca de ferro fixada junto ao cinto do indivíduo.
- Segunda faca disposta entre as pernas em posição de combate.

O que aconteceu com a estrutura da torre após o término do conflito antigo?
Após a destruição causada pela invasão, os sobreviventes de Deultum decidiram nivelar as ruínas da torre atingida pelo incêndio. As estruturas comprometidas foram completamente demolidas e preparadas para receber uma nova fase de reconstrução urbana na colônia romana da região.
Os antigos habitantes cobriram os escombros originais com um novo piso mais elevado, selando o antigo vaso e o esqueleto. Essa camada protetora preservou o cenário de combate intocado por dezesseis séculos até a recente descoberta realizada pelos pesquisadores da Bulgária.