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Governo Trump cita ‘segurança nacional’ ao defender veto a jornalistas na Casa Branca

Governo alega que acesso é um privilégio, não um direito; veículos de mídia acionam a Justiça e citam violação da liberdade de imprensa

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Close-up de Donald Trump com terno escuro e gravata em frente a bandeira dos EUA
Donald Trump é o protagonista do debate sobre liberdade de imprensa após vetar veículos da Casa Branca. Créditos: depositphotos.com / palinchak

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos defendeu que o presidente Donald Trump tem autoridade para controlar o acesso de jornalistas a áreas restritas da Casa Branca, como o Salão Oval. Em documento apresentado à Justiça, o órgão afirmou que “o acesso à Casa Branca é um privilégio, não um direito”.

A manifestação ocorreu na véspera da audiência judicial sobre o caso, marcada para esta quarta-feira (23). A decisão do governo de impedir o acesso de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico entrou em vigor no último sábado (19), quando as credenciais dos profissionais foram confiscadas.

Para justificar a medida, o governo enviou cartas aos veículos de comunicação. Os documentos citam “incidentes de reportagem” que, segundo a Casa Branca, “ameaçaram a segurança nacional e espalharam falsidades”.

Entre os episódios mencionados está uma reportagem sobre os planos de construção de um bunker sob o salão de baile da Ala Leste. De acordo com a CNN Internacional, a Casa Branca alegou que a matéria revelou “detalhes de construção ‘ultrassecretos'”. Também foram citadas diversas reportagens sobre a guerra no Irã.

CNN, MS NOW e Politico contestaram a decisão na Justiça e pediram a suspensão urgente do veto. Os veículos alegam que a medida viola a liberdade de imprensa.

“Esta proibição não poderia ser um ataque mais direto à Primeira Emenda [da Constituição dos EUA], nem uma violação mais flagrante de nossos princípios constitucionais mais fundamentais”, afirmaram as empresas no documento judicial.

A decisão ocorre em meio aos recorrentes embates entre Trump e jornalistas que fazem críticas ao seu governo. O presidente já chamou a imprensa de “inimiga do povo”.