Saúde
Influenciadora descobre nova batalha contra o câncer de colo de útero após diagnóstico inicial em 2023: o que os médicos dizem sobre a volta da doença
Câncer de colo de útero exige atenção mesmo após o tratamento; entenda os fatores que podem aumentar o risco de reincidência do tumor
A homenagem do Santos FC à influenciadora e torcedora símbolo do clube, Naty Potira, nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, trouxe à tona um alerta crucial sobre o câncer de colo de útero: a recidiva. Ao retomar sua luta contra a doença, diagnosticada pela primeira vez em 2023, o caso de Naty destaca um cenário temido por muitas pacientes: o retorno do tumor mesmo após um tratamento considerado bem-sucedido.

Entender por que isso ocorre e quais são os sinais de alerta é o primeiro passo para manter a vigilância e agir rapidamente.
O que é a recidiva do câncer de colo de útero?
A recidiva, ou recorrência, acontece quando o câncer retorna após um período em que os exames não conseguem mais detectá-lo no corpo. Nesse caso, portanto, não se trata de um novo tumor, mas da volta da doença original. Além disso, a recorrência pode ocorrer no mesmo local, em uma região próxima ou, ainda, em outra parte do corpo.
Por que o câncer volta mesmo com o tratamento?
Mesmo terapias eficazes, como cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, podem não eliminar 100% das células cancerígenas. Por isso, algumas podem permanecer de forma microscópica e não aparecer nos exames de acompanhamento. Com o tempo, essas células que sobreviveram ao tratamento inicial podem voltar a se multiplicar e formar um novo tumor. Dessa maneira, a doença retorna.
Quais são os sinais de alerta para ficar atenta?
O corpo costuma dar sinais e a atenção a eles é crucial. Fique atenta aos seguintes indicativos:
Sangramento vaginal anormal (fora do período menstrual, após a relação sexual ou depois da menopausa).
Dor pélvica ou lombar persistente.
Corrimento com cheiro forte e diferente do habitual.
Dor durante o ato sexual.
Perda de peso sem motivo aparente.
Inchaço em uma das pernas.
O acompanhamento médico precisa ser para sempre?
Após o fim do tratamento, o acompanhamento médico continua essencial. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e de sociedades oncológicas, cerca de 80% das recorrências ocorrem nos primeiros cinco anos. Por isso, esse período exige atenção especial e consultas de rotina regulares.
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Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, os retornos são mais frequentes nos dois primeiros anos e depois se tornam mais espaçados.
Essas consultas, que incluem exames físicos e de imagem, são a principal estratégia para detectar qualquer sinal de retorno da doença o mais cedo possível, o que aumenta significativamente as chances de um novo tratamento bem-sucedido.
A vigilância constante é a principal ferramenta contra a recorrência. Conhecer o próprio corpo e não ignorar os sinais é tão crucial quanto seguir o calendário de exames pós-tratamento.