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Metrô do Rio pode ganhar novas linhas e trechos; veja os projetos em estudo

Estudo vai analisar a chegada da Linha 2 à Praça XV, a ampliação da Linha 4 ao Recreio e a aguardada Linha 3 para Niterói e São Gonçalo

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Trem moderno branco e preto parado na estação São Cristóvão, display 042 417
Estudos para expansão do sistema metroviário do Rio de Janeiro preveem novas linhas e integração entre trechos. Foto: Divulgação/ MetrôRio

O governo do estado do Rio de Janeiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coppe/UFRJ firmaram um acordo para estudar a expansão do sistema metroviário e a integração entre os novos trechos.

Três projetos centrais estão na mesa: a extensão da Linha 2, do Estácio até a Praça XV, a ampliação da Linha 4, da Barra da Tijuca ao Recreio dos Bandeirantes, e a criação da Linha 3, com uma nova ligação entre a capital, Niterói e São Gonçalo.

As propostas, contudo, ainda estão em fase de estudos. Antes de qualquer obra, serão analisados fatores como a demanda de passageiros, a integração entre as linhas existentes e o melhor traçado para cada novo trecho.

Essas ideias de expansão não são novas. A tentativa de levar o metrô até a Praça XV tem quase 50 anos, com uma obra iniciada na década de 1980, mas que foi interrompida. A ampliação da Linha 4 é discutida há pelo menos uma década.

Já o projeto de um metrô para o outro lado da Baía de Guanabara é ainda mais antigo. A primeira proposta de uma ligação metroviária entre Rio e Niterói apareceu em planos de 1968, mas nunca saiu do papel.

Para a Linha 3, uma das possibilidades que será analisada é a construção de um túnel subaquático. O trajeto ligaria o Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, ao bairro Gragoatá, em Niterói.

A Secretaria Estadual de Transportes destaca que os estudos precisam levar em conta a evolução da engenharia. “Desde que esses estudos começaram a acontecer, a engenharia tem evoluído. Hoje a técnica é outra”, afirmou a secretária Priscila Sakalem ao RJ2.

BNDES vai financiar estudos

Os estudos serão custeados inicialmente pelo BNDES, que contratará consultorias e antecipará os gastos. Segundo o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, o estado negociará o pagamento e o financiamento das obras após a conclusão dos trabalhos.

Luciene Machado, do BNDES, explicou que o ressarcimento dependerá do modelo escolhido. “Se for um modelo de obra pública, é um pacto que o BNDES fará com o Estado. Se for de parceria público-privada, vamos nos ressarcir junto ao vencedor da licitação”, disse ao RJ2.

A Coppe/UFRJ já desenvolve estudos sobre a expansão, com previsão de conclusão para o fim de 2027. O novo acordo integrará esses trabalhos para analisar o fluxo de passageiros na Região Metropolitana e garantir que os projetos atendam às necessidades da população.

Sem previsão para obras

Apesar do avanço, ainda não há previsão para o início de qualquer obra. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, afirmou que prefere não estabelecer datas e que a agenda será discutida com o próximo governador eleito.

“A nossa ideia é esperar a eleição e, de forma ética e responsável, conversar com o governador eleito para já viabilizarmos o início dessa agenda”, declarou.