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Riscos da bifurcação na língua e os alertas de Andressa Urach após arrependimento

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Riscos da bifurcação na língua e os alertas de Andressa Urach após arrependimento
Reprodução/Instagram

A influenciadora Andressa Urach acendeu um alerta recente ao declarar arrependimento sobre a bifurcação de sua língua, um procedimento estético de difícil reversão que divide o órgão em duas partes.

Realizada em julho de 2024, a intervenção trouxe complicações para sua dicção e dificuldades na recuperação — período em que ficou quase 30 dias sem conseguir comer ou beber adequadamente —, motivando a criadora de conteúdo a compartilhar sua experiência negativa com os seguidores.

O caso joga luz sobre os perigos reais de modificações corporais extremas, especialmente quando feitas fora de ambientes médicos controlados. A bifurcação da língua é considerada um procedimento cirúrgico complexo e invasivo, com potencial para sérias consequências à saúde.

Principais riscos da bifurcação da língua

A língua é uma estrutura muscular altamente vascularizada e cheia de terminações nervosas, essenciais para a fala, deglutição e paladar. A divisão cirúrgica dessa estrutura pode levar a diversos problemas, alguns deles permanentes.

Entre as complicações mais comuns estão:

  • Hemorragia: o corte pode atingir artérias importantes, causando sangramento intenso e difícil de controlar.
  • Infecções: a boca abriga milhões de bactérias. Uma ferida aberta na língua é uma porta de entrada para infecções que podem se agravar rapidamente.
  • Danos aos nervos: o procedimento pode lesionar nervos, resultando em perda de sensibilidade, alteração no paladar e dificuldade de movimentação da língua.
  • Problemas na fala: a alteração anatômica afeta a articulação de sons, como relatado por Urach — que precisou de fonoaudiologia e ainda tem dificuldades com as letras R e S —, podendo comprometer a dicção de forma definitiva.
  • Dificuldade para comer: a mastigação e a deglutição podem se tornar processos dolorosos e complicados após a intervenção.

Além dos riscos imediatos, a cicatrização inadequada pode gerar um tecido fibroso (queloide), dor crônica e até mesmo problemas dentários a longo prazo, devido ao atrito das pontas da língua com os dentes e gengivas.

O que fazer em caso de complicações

A recuperação do procedimento exige cuidados rigorosos com a higiene bucal para evitar infecções. O inchaço e a dor são esperados nos primeiros dias, mas sinais como pus, febre ou sangramento que não cessa indicam a necessidade de procurar atendimento médico ou odontológico com urgência.

O tratamento de uma infecção no local geralmente envolve o uso de antibióticos e acompanhamento profissional. Em casos mais graves, pode ser necessária uma nova intervenção para corrigir os danos. A reversão do procedimento também é possível, mas consiste em outra cirurgia para suturar (unir) as duas partes da língua, um processo que nem sempre restaura totalmente a função e a aparência originais.

Diante dos riscos, especialistas reforçam a importância de pesquisar a fundo e procurar profissionais médicos ou cirurgiões-dentistas qualificados antes de realizar qualquer tipo de modificação corporal invasiva, a fim de garantir a segurança e a saúde.