Vulcão adormecido por 500 anos volta à atividade após tremor e satélite da Nasa captura movimento - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Mundo

Vulcão adormecido por 500 anos volta à atividade após tremor e satélite da Nasa captura movimento

Região estava estável há cinco séculos; monitoramento espacial indica que fenômeno pode ser mais complexo do que os cientistas previam inicialmente

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Vista de radar de um vulcão com fluxos de lava laranja brilhante se espalhando sobre um terreno escuro com linhas de grade
A imagem de radar do satélite Nisar mostra os fluxos de lava do vulcão Krasheninnikov após sua reativação na Rússia - Foto: Reprodução/ Nasa

Um vulcão na Rússia, o Krasheninnikov, voltou a expelir lava após permanecer inativo por aproximadamente cinco séculos. A reativação ocorreu depois que um forte tremor de terra atingiu a região em julho de 2025.

Desde o evento, o local é monitorado pelo Nisar, um satélite desenvolvido pela Nasa em parceria com a agência espacial da Índia. A ferramenta registra a atividade vulcânica de forma contínua a partir do espaço.

Como a lava se espalhou pelo monte?

O satélite sobrevoa a formação vulcânica duas vezes a cada 12 dias. Com a reunião das imagens captadas ao longo dos últimos meses, pesquisadores criaram um vídeo acelerado que documenta a erupção.

O material incandescente se acumulou primeiro na área mais funda da cratera. Em seguida, a lava transbordou pela lateral da montanha, criando um formato que se assemelha a um leque.

O fluxo de maior volume desce pela encosta leste. Além dessa rota principal, as observações identificaram um segundo rastro de material vulcânico que se move em direção ao noroeste.

Como o satélite consegue monitorar a erupção?

O Nisar utiliza uma tecnologia diferente de câmeras comuns, emitindo milhares de pulsos de micro-ondas por segundo em direção à Terra. O sistema mede como esses sinais atingem o solo e retornam para a órbita.

Após a coleta dos dados, computadores os processam para criar imagens de alta resolução. Esse método de radar permite o acompanhamento da área mesmo no escuro ou sob nuvens densas.

Nas fotos geradas, o fluxo de lava aparece mais claro do que o solo ao redor e as áreas cobertas por neve. Isso ocorre porque a crosta de rocha derretida reflete os sinais de micro-ondas com mais intensidade que o relevo vizinho.

Os dados recolhidos pelos especialistas indicam que o derramamento de lava pode ter começado antes do registro inicial feito pelo equipamento.