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“Se me deu whisky, já bebi”, afirma Lula sobre mensagem de Vorcaro

Presidente comentou mensagens da PF sobre bebida de Daniel Vorcaro e falou de encontro no Planalto: 'Disse que estava sendo perseguido'

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Luiz Inácio Lula da Silva sorrindo, vestindo terno azul, sentado à mesa com copos d'água
Presidente Lula comentou o caso do whisky recebido de Daniel Vorcaro durante entrevista sobre o Banco Master. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesse domingo (27/9) que, caso tenha recebido de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o whisky mencionado em mensagens reveladas pela Polícia Federal (PF), já consumiu a bebida. A declaração foi dada em entrevista à Band.

“Se me deu whisky, já bebi. Eu ganho muita coisa, lembrança, sabe? Não sei se me deu, mas, se deu, já bebi, pode ficar certo”, confirmou Lula.

Na semana passada, a PF revelou mensagens trocadas entre Vorcaro e o advogado Walfrido Warde, que integrava a defesa do ex-banqueiro. Em uma delas, Warde afirmou ter conversado com Lula e disse que o presidente havia agradecido novamente pelo whisky recebido de Vorcaro.

“Querido, estive com o PR [Presidente da República] hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu Warde. Vorcaro respondeu à mensagem com um emoji de coração.

A conversa é do dia 22 de janeiro de 2025, 49 dias depois de uma reunião entre Lula e o então dono do Banco Master no Palácio do Planalto. Questionado sobre a atuação de Warde, o presidente afirmou não saber o que o advogado teria dito a terceiros e negou ter controle sobre as declarações feitas por ele.

Encontro no Planalto

Lula também comentou a reunião com Vorcaro realizada em 4 de dezembro de 2024. Segundo o presidente, o então dono do Banco Master compareceu ao seu gabinete alegando estar sendo perseguido.

“Olha, esse cidadão apareceu junto com outro cidadão chamado Augusto, acho que era o sócio dele, apareceu no meu gabinete. Tavam lá duas ou três pessoas, tava inclusive o Galípolo, porque eu chamei para participar da conversa, me dizendo que tava sendo perseguido e que estavam querendo quebrar o banco dele”, disse Lula.

O presidente completou seu relato sobre a conversa: “Eu falei o seguinte: ‘Olha, não vai ter perseguição política’. Você pode ficar certo que no meu governo não tem perseguição política. Você tá tendo chance de se defender. Nós vamos apurar. Se você tiver errado, você paga o preço. Se não tiver errado, você não paga. Ele que tava errado, pagou. Tá preso”.

Gabriel Galípolo, à época diretor de Política Monetária do Banco Central (BC) e atual presidente da instituição, participou do encontro. Também estava presente o então ministro da Casa Civil, Rui Costa.