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WhatsApp libera supervisão parental para regular o uso por menores de idade; entenda como usar

Recurso é opcional e focado na segurança digital; descubra quais áreas da rede social podem ser restringidas pelos responsáveis

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Mãos seguram celular exibindo logo e nome WhatsApp, com laptop desfocado ao fundo
WhatsApp libera ferramentas de supervisão parental no Brasil, visando maior proteção para adolescentes no ambiente digital. Foto: Reprodução

O WhatsApp liberou no Brasil ferramentas de supervisão parental para regular o uso do aplicativo por adolescentes. As funções, que começaram a ser distribuídas a todos os usuários, são opcionais e exigem a criação de uma senha adulta para desbloquear restrições.

O que os responsáveis podem gerenciar?

As novas opções permitem definir regras de visibilidade e acompanhar as atividades do perfil do jovem. Na plataforma, os adultos podem gerenciar os seguintes aspectos:

  • Visibilidade: determinar quem pode ver a foto de perfil e os status, além de filtrar o que o adolescente visualiza.

  • Grupos: restringir quem pode adicionar o jovem em conversas coletivas e receber avisos sobre sua participação em grupos.

  • Interações: acompanhar com quem o adolescente conversa e monitorar o acesso aos canais do mensageiro.

  • Inteligência artificial: escolher entre a configuração padrão da Meta AI para maiores de 13 anos ou uma versão com conteúdo limitado.

Se o adolescente tentar alterar qualquer permissão, o sistema exigirá a confirmação do responsável por meio de um código de segurança.

Os pais conseguem ler as mensagens?

A Meta garante que o sigilo dos diálogos permanece inalterado. Os responsáveis não têm autorização para ler o conteúdo das mensagens trocadas, nem recebem relatórios com a lista de ligações feitas pelo menor.

A empresa reforçou que “ninguém mais pode ler ou ouvir o conteúdo dessas conversas, nem mesmo o WhatsApp”. O recurso foca no monitoramento de conexões, sem violar a privacidade das conversas.

Como ativar o controle no aplicativo?

A vinculação das contas começa no celular do jovem e é confirmada no aparelho do adulto. No telefone do adolescente, o primeiro passo é baixar o app, abrir as opções e selecionar a alternativa para criar uma conta gerenciada.

Em seguida, é preciso registrar o número de telefone, informar a data de nascimento e aguardar a exibição de um QR Code na tela. No smartphone do adulto, basta ler o código com a câmera, confirmar a maioridade e definir um PIN de seis dígitos. Após a configuração, os comandos ficam disponíveis na aba de controle parental.

Por que as mudanças foram adotadas?

A implementação das ferramentas coincide com o avanço das discussões sobre o “ECA Digital” no Brasil, que visa ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. A regulação de empresas de tecnologia também tem ganhado força em outros países.