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Saúde

O nódulo não é o único sinal: entenda por que milhares de casos de câncer de mama passam despercebidos por falhas simples no autoexame rotineiro

Identificação precoce aumenta drasticamente o prognóstico; descubra quais alterações sutis além do caroço exigem uma avaliação profissional

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Mãos femininas com unhas claras sobre os seios, vestindo blusa marrom canelada
Créditos: depositphotos.com / AndreyPopov

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma. Para o triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos por ano no país.

Embora o nódulo seja um dos sinais mais conhecidos, a doença também pode provocar outras mudanças nas mamas. Por isso, conhecer o próprio corpo e perceber alterações fora do padrão habitual pode ajudar na identificação de sinais que precisam de avaliação.

Quais alterações podem indicar câncer de mama?

O Inca lista diferentes sinais que merecem investigação. Entre eles estão mudanças na pele, aumento progressivo da mama e alterações no formato do mamilo.

A pele pode adquirir aparência semelhante à de uma “casca de laranja”. Também pode apresentar retração ou lesões que não respondem aos tratamentos habituais.

Outro possível sinal é a saída espontânea de líquido por um dos mamilos. Nesses casos, a presença de secreção sanguinolenta em apenas um lado está entre as alterações que exigem atenção.

Além disso, pequenos nódulos podem aparecer na região das axilas. Alterações nos gânglios próximos ao pescoço e à clavícula também podem ocorrer em alguns casos.

É importante destacar que a presença desses sinais não significa, por si só, que a pessoa tenha câncer. O objetivo é identificar mudanças suspeitas para que um profissional possa investigar a causa.

O que observar no tamanho e no formato das mamas?

Mudanças que surgem de maneira progressiva também merecem atenção. Entre elas está o aumento do tamanho de uma das mamas acompanhado de sinais de edema.

A aparência da pele pode mudar junto com o inchaço. Vermelhidão e aspecto de “casca de laranja” estão entre os sinais descritos pelo Inca.

O formato do mamilo também pode sofrer alterações. A retração unilateral, por exemplo, aparece entre os sinais que devem ser investigados.

No entanto, alterações nas mamas não estão necessariamente relacionadas a um tumor. Infecções e outras condições podem produzir sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação médica é necessária para determinar a origem da mudança.

Quando é necessário procurar um médico?

A orientação é buscar atendimento diante de alterações persistentes ou suspeitas. O Inca recomenda que esses sinais sejam investigados para avaliar a possibilidade de câncer de mama.

A investigação começa com a avaliação clínica. Dependendo do caso, o profissional pode solicitar exames de imagem, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética. Se houver necessidade, a equipe médica pode indicar uma biópsia para confirmar ou descartar a presença de câncer.

Além disso, o histórico familiar e as características individuais da paciente ajudam o profissional a definir a investigação adequada.

E a mamografia de rotina?

A mamografia tem duas funções diferentes. Quando existem sinais suspeitos, o exame pode ser utilizado com finalidade diagnóstica. Já o rastreamento é destinado a pessoas sem sintomas, com o objetivo de identificar alterações antes do aparecimento de sinais.

Desde 2025, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. A atualização ampliou a faixa etária prioritária anteriormente adotada pelo Inca.

Essa recomendação se refere a mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos. Quando existe alguma alteração, a avaliação médica pode indicar exames diagnósticos independentemente da idade.

Por isso, o acompanhamento não deve se limitar à mamografia de rotina. Observar mudanças nas mamas e procurar atendimento diante de sinais suspeitos também faz parte da estratégia de detecção precoce.