Por que você leva choque ao tocar nas pessoas ou tocar em objetos - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Entretenimento

Por que você leva choque ao tocar nas pessoas ou tocar em objetos

Levar pequenos choques pode ter uma causa que você ignora

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Levar pequenos choques pode ter uma causa que você ignora
Levar pequenos choques pode ter uma causa que você ignora

Levar pequenos choques ou ver faíscas ao tocar na maçaneta, na porta do carro ou em outra pessoa é uma situação comum, principalmente nos dias mais secos. O fenômeno tem uma explicação simples: o acúmulo de eletricidade estática no corpo. Na maioria dos casos, ele é inofensivo, mas alguns hábitos ajudam a reduzir os choques e há situações em que vale ter mais cuidado.

Por que algumas pessoas levam choque ao encostar em algo?

O corpo acumula cargas elétricas pelo atrito do dia a dia, como ao caminhar sobre tapetes, arrastar os pés, levantar de um sofá ou usar roupas de tecido sintético. Nesse contato, elétrons passam de um material para outro, e a pessoa fica com excesso ou falta de cargas.

Quando ela encosta em um objeto que conduz eletricidade, como um corrimão de metal, ou em outra pessoa, essa carga acumulada é liberada de uma só vez. O movimento rápido dos elétrons para equilibrar as cargas é o que provoca o estalo, a pequena faísca e a sensação de choquinho.

Levar pequenos choques pode ter uma causa que você ignora
Levar pequenos choques pode ter uma causa que você ignora

Quais fatores aumentam os choques de eletricidade estática?

A frequência dos choques varia conforme o clima e os hábitos de cada pessoa. O ar seco é o principal responsável: em dias úmidos, a umidade do ar ajuda a dissipar a carga aos poucos, enquanto no tempo seco ou em ambientes com ar-condicionado a carga se acumula até encontrar um condutor. Outros fatores também contribuem:

  • Roupas de poliéster, náilon, acrílico e lã, que acumulam mais carga do que o algodão
  • Sapatos com sola de borracha, que funciona como isolante e impede a descarga gradual no chão
  • Pele ressecada, que facilita a retenção de carga na superfície do corpo
  • Tapetes e carpetes sintéticos, que aumentam o atrito ao caminhar
  • Bancos de carro revestidos com tecidos sintéticos

O choque de eletricidade estática faz mal à saúde?

Na grande maioria das vezes, não. A descarga pode envolver milhares de volts, mas a corrente é baixíssima e dura uma fração de segundo, por isso causa apenas um susto e uma leve dor no ponto de contato, sem risco para pessoas saudáveis.

Algumas situações, porém, pedem atenção, porque a faísca pode causar problemas no ambiente ao redor:

  • Postos de combustível, onde a faísca pode inflamar vapores, por isso o ideal é tocar na lataria do carro antes de pegar o bico da bomba
  • Ambientes com gás ou produtos inflamáveis
  • Manuseio de peças eletrônicas sensíveis, como placas de computador
Levar pequenos choques pode ter uma causa que você ignora
Levar pequenos choques pode ter uma causa que você ignora

O que fazer para evitar os choques no dia a dia?

Pequenas mudanças de hábito reduzem bastante o acúmulo de carga no corpo. Um truque simples é segurar uma chave ou uma moeda e encostá-la primeiro na superfície de metal, já que a faísca passa pelo objeto e não pela ponta do dedo. Veja outras medidas:

Ação Como ajuda
Hidratar a pele Cremes corporais reduzem a retenção de carga na superfície do corpo.
Preferir roupas de algodão O algodão acumula menos carga do que tecidos sintéticos e lã.
Trocar o calçado Solados de couro permitem a descarga gradual no chão, ao contrário da borracha.
Umidificar o ambiente Umidificadores de ar ajudam nos dias mais secos, em casa ou no escritório.
Descarregar antes de tocar Encostar a palma da mão em uma superfície de metal ou na parede libera a carga com menos incômodo.

O choque tem relação com energia espiritual ou aura?

Há crenças populares que associam os choques frequentes a desequilíbrios espirituais ou de aura, mas a ciência explica o fenômeno pelas leis da física. Trata-se de eletrostática, a área que estuda as cargas elétricas em repouso, e apenas os elétrons se movimentam de um corpo para outro durante o atrito e a descarga.

Se os choques forem muito frequentes, o caminho é observar os fatores do dia a dia, como o tipo de roupa, o calçado, a umidade do ambiente e o ressecamento da pele. Na maioria dos casos, ajustar esses detalhes já é suficiente para que os choquinhos fiquem raros, mesmo nos períodos mais secos do ano.

Menos choque com hábitos simples. Hidrate a pele, prefira o algodão e use o truque da chave nos dias secos. Compartilhe esta explicação com quem vive levando choquinho na porta do carro.