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Especialistas em psicologia alertam: estas 8 frases nunca deveriam ser ditas a uma criança, mesmo quando ela te irrita
Expressões como 'acalme-se' ou 'você me irrita' podem ter o efeito contrário; saiba como validar as emoções infantis e fortalecer o vínculo
Expressões como “acalme-se”, “o que há de errado com você?” e “você me irrita” estão entre as que pais devem evitar durante uma forte explosão emocional da criança. Essas frases podem intensificar a tensão, provocar vergonha ou transferir para o filho a responsabilidade pelos sentimentos do adulto.
A psicoterapeuta Zara Kadir recomenda que, em vez de dizer “acalme-se”, o adulto nomeie a emoção visível: “vejo que você está muito zangado. Estou aqui e você está seguro.” Segundo ela, a criança dificilmente consegue encerrar a raiva por comando, e a frase expressa mais o desconforto do adulto do que apoio.
Frases que transferem a culpa para a criança
Segundo a psicóloga Erika Reischer, sentenças como “você me irrita” podem fazer a criança se sentir responsável pelas emoções dos pais. Ela recomenda que o adulto fale sobre seu próprio estado e o comportamento específico: “preciso de um pouco de silêncio” ou “não gosto quando você joga brinquedos”.
Reischer também aconselha evitar a pergunta “o que há de errado com você?”. A questão direciona a atenção para a criança como pessoa, em vez de focar na ação. É mais útil dizer o que não é aceitável e o que pode ser feito de forma diferente na próxima vez. “Uma escolha ruim não significa que a criança seja ruim”, aponta a psicóloga.
O mesmo se aplica a comparações como “sua irmã nunca faz isso”. Kadir alerta que essas falas podem intensificar a rivalidade entre irmãos e minar a autoestima. O foco deve permanecer no que aconteceu e na solução do problema específico.
Quando o adulto minimiza a experiência
Frases como “não aconteceu nada” e “não é grande coisa” podem soar tranquilizadoras para o adulto, mas não validam a vivência da criança. Em vez delas, Kadir sugere: “parece que isso te chateou muito. Conte-me o que aconteceu.” Assim, o pai ou a mãe não precisa concordar com a avaliação da criança, mas demonstra que está disposto a ouvir.
A Associação Americana de Psicologia também recomenda que as crianças sejam incentivadas a nomear suas emoções. Segundo especialistas, isso as ajuda a expressar gradualmente a frustração com palavras, em vez de comportamento agressivo. A conversa sobre a causa e as consequências é mais eficaz depois que a criança já se acalmou.
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Ameaças como “vou pegar seu brinquedo favorito se você não parar de gritar” podem parecer uma solução rápida, mas se a punição não tiver relação com o comportamento, a criança pode percebê-la como arbitrária. Uma consequência mais significativa está ligada à ação: se ela jogou uma bola dentro de casa, deve guardá-la e entender por que a brincadeira precisa ser do lado de fora.
A psicoterapeuta também não recomenda enviar automaticamente a criança para o quarto sozinha. Em vez disso, o adulto pode propor uma pausa conjunta em um local mais silencioso. Quando o próprio adulto sente que está perdendo o controle, o psicólogo Alan Kazdin aconselha: “vá para outro cômodo e volte quando estiver mais calmo.”
A Academia Americana de Pediatria recomenda um tom de voz calmo, frases em primeira pessoa e um pedido de desculpas específico se o adulto gritou: “desculpe por ter gritado com você. Eu estava com raiva, mas essa não foi a maneira certa de falar.” A imposição de limites continua importante, mas deve ser direcionada ao comportamento, e não à dignidade da criança.
Comunicação assertiva com as crianças
Substitua frases impulsivas por abordagens que validam os sentimentos