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Celular velho na gaveta? Bateria estufada pode vazar substâncias tóxicas e causar acidentes

Bateria estufada pode oferecer riscos em aparelhos antigos; entenda os perigos e veja como fazer o descarte de forma segura.

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Celular preto com tela levantada, bateria inchada visível, sobre mesa de madeira
Celular com bateria estufada ilustra o perigo de guardar eletrônicos antigos sem o descarte adequado [Créditos/Imagem ilustrativa gerada por IA]

Guardar um celular antigo na gaveta pode parecer inofensivo, mas, na prática, esse hábito esconde riscos que vão além do acúmulo de poeira. Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida pela Lei nº 12.305 de 2010 e regulamentada pelo Decreto nº 10.936 de 2022, prevê a responsabilidade compartilhada pelo descarte correto de eletrônicos. Dessa forma, fabricantes e comerciantes precisam estruturar sistemas de coleta.

Por outro lado, o perigo se torna real quando, ao organizar uma gaveta com aparelhos acumulados por anos, alguém encontra um smartphone antigo com a bateria visivelmente estufada. Nesse caso, o dispositivo pode apresentar vazamento de um líquido com odor forte. Portanto, simplesmente guardar o aparelho pode transformar um objeto esquecido em um risco químico dentro de casa.

Por que uma bateria velha é perigosa?

As baterias de íon-lítio, presentes na maioria dos celulares, se degradam com o tempo, mesmo sem uso. Esse processo químico pode gerar gases que inflam o componente, forçando a carcaça do aparelho.

Segundo especialistas, o maior risco não é uma explosão súbita, mas o vazamento de substâncias tóxicas e corrosivas. Esses materiais podem causar irritações na pele e, em caso de contato com outras superfícies, até iniciar um incêndio.

O celular antigo pode explodir sozinho na gaveta?

A chance de um celular explodir espontaneamente guardado em um local seco e arejado é extremamente baixa. O perigo real e muito mais comum é o de incêndio caso a bateria inchada seja perfurada, pressionada ou exposta a altas temperaturas.

Armazenar o aparelho em um local abafado, como uma caixa sob o sol ou junto a outros metais, aumenta significativamente o risco de um curto-circuito. A recomendação é tratar o aparelho fora de uso como um material que exige cuidado.

O que fazer se a bateria já estufou?

A primeira medida é a segurança. Não tente, em hipótese alguma, conectar o aparelho a um carregador, pois a energia pode superaquecer a bateria instável. Manuseie o dispositivo com cuidado, evitando pressionar a área estufada.

O ideal é colocá-lo em um recipiente com areia ou levá-lo imediatamente a um ponto de coleta apropriado, informando a condição do aparelho ao responsável pelo recebimento.

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O descarte correto é mais simples do que parece e faz parte do conceito de logística reversa. Grandes redes varejistas, como Magazine Luiza e Casas Bahia, e operadoras de telefonia, como Vivo e Claro, são obrigadas por lei a manter pontos de coleta para lixo eletrônico em suas lojas físicas.

É recomendado verificar os sites oficiais das marcas e das lojas para encontrar os endereços exatos. Entregar o celular antigo nesses locais garante que metais pesados e componentes tóxicos não contaminem o solo e a água.

A regra é simples: se um eletrônico não tem mais uso, ele não deve ter mais espaço em casa.