Eleições
Eleições no Rio: Paes apoia Lula, mas avisa que ‘não será vassalo’
Candidato ao governo fluminense busca apoio do presidente para o 2º turno; entenda a estratégia e os desencontros recentes da aliança política
O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que trabalhará pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma agenda na Rocinha, na zona sul da capital.
Apesar do alinhamento, Paes ressaltou que manterá sua independência e que “não será vassalo” do chefe do Executivo federal. A aliança entre os dois políticos registrou desencontros no primeiro turno, mesmo com o apoio oficial de Lula à candidatura de Paes ao Palácio Guanabara.
O candidato do PSD esteve ausente em dois dos quatro atos eleitorais liderados pelo presidente no estado. Uma das ausências ocorreu no encontro com artistas e representantes da cultura, em 23 de setembro.
Quem esteve ao lado de Lula nos comícios?
Na reta final da primeira etapa da eleição, Lula cumpriu agenda em solo fluminense sem a companhia de Paes. No palanque, o petista reforçou o pedido de votos para o candidato do PSD e esteve ao lado de outras lideranças aliadas:
Benedita da Silva: candidata ao Senado pelo PT
Pedro Paulo: candidato ao Senado pelo PSD
Janja Lula da Silva: primeira-dama
Eduardo Cavaliere: prefeito do Rio de Janeiro
Rodrigo Neves: prefeito de Niterói
A disputa pelo governo estadual caminha para ser decidida no segundo turno. Douglas Ruas (PL) alcançou 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes somou 42,76%.
A confirmação de uma nova votação, no entanto, ainda depende de uma decisão jurídica. A Justiça Eleitoral precisa definir o destino dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que teve sua candidatura rejeitada.