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Eleições no Rio: Paes apoia Lula, mas avisa que ‘não será vassalo’

Candidato ao governo fluminense busca apoio do presidente para o 2º turno; entenda a estratégia e os desencontros recentes da aliança política

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Luiz Inácio Lula da Silva e Eduardo Paes sorrindo, apertando as mãos, com tela G20 ao fundo
Lula e Eduardo Paes em encontro que selou compromisso do candidato à reeleição. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que trabalhará pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma agenda na Rocinha, na zona sul da capital.

Apesar do alinhamento, Paes ressaltou que manterá sua independência e que “não será vassalo” do chefe do Executivo federal. A aliança entre os dois políticos registrou desencontros no primeiro turno, mesmo com o apoio oficial de Lula à candidatura de Paes ao Palácio Guanabara.

O candidato do PSD esteve ausente em dois dos quatro atos eleitorais liderados pelo presidente no estado. Uma das ausências ocorreu no encontro com artistas e representantes da cultura, em 23 de setembro.

Quem esteve ao lado de Lula nos comícios?

Na reta final da primeira etapa da eleição, Lula cumpriu agenda em solo fluminense sem a companhia de Paes. No palanque, o petista reforçou o pedido de votos para o candidato do PSD e esteve ao lado de outras lideranças aliadas:

  • Benedita da Silva: candidata ao Senado pelo PT

  • Pedro Paulo: candidato ao Senado pelo PSD

  • Janja Lula da Silva: primeira-dama

  • Eduardo Cavaliere: prefeito do Rio de Janeiro

  • Rodrigo Neves: prefeito de Niterói

A disputa pelo governo estadual caminha para ser decidida no segundo turno. Douglas Ruas (PL) alcançou 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes somou 42,76%.

A confirmação de uma nova votação, no entanto, ainda depende de uma decisão jurídica. A Justiça Eleitoral precisa definir o destino dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que teve sua candidatura rejeitada.