Eleições
Janja rebate pedido de “menos Janja e mais Alckmin” na campanha de Lula e avisa que segue no palanque do segundo turno “por determinação do marido”
Após pedido por 'menos Janja, mais Alckmin', primeira-dama garante que seguirá nos palanques por determinação de Lula; entenda a disputa interna
A primeira-dama Janja da Silva procurou a ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Tocantins, para rebater cobranças internas por menos visibilidade eleitoral. O contato ocorreu após a parlamentar sugerir publicamente que os atos deveriam ter “menos Janja e mais Alckmin”.
Segundo a jornalista Bela Megale, do jornal “O Globo”, Janja assegurou na troca de mensagens que sua presença no palanque não será reduzida. A primeira-dama afirmou que a escala segue uma determinação de “meu marido”. A assessoria de Janja sustentou que a atuação dela é “legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula“. A equipe pontuou que ela continuará ativa nas agendas “independentemente do que falem” e que a prioridade de todos é assegurar a vitória de Lula.
Por que a atuação de Janja gerou atrito interno?
O descontentamento, segundo Megale, surgiu em uma reunião da coordenação nacional da campanha em Brasília. No encontro, ao menos três coordenadores criticaram a estratégia de comunicação e apontaram um suposto “protagonismo excessivo” da primeira-dama.

Os presentes defenderam mais destaque para o vice-presidente Geraldo Alckmin no segundo turno, sugestão pela qual Kátia Abreu foi aplaudida. As contestações também atingiram o estafe de Janja, especialmente seu braço direito, Neudicléia Neres de Oliveira, a Neudi.
Integrantes da campanha relataram um comportamento “soberbo” por parte dos assessores. A equipe da primeira-dama foi acusada de ignorar lideranças políticas regionais e de agir com rispidez com organizadores locais e agentes do Gabinete de Segurança Institucional.