Muita gente mata o gambá que aparece no quintal por medo, mas poucos sabem que ele come escorpiões, ratos e baratas, e que matá-lo é crime ambiental - Super Rádio Tupi
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Muita gente mata o gambá que aparece no quintal por medo, mas poucos sabem que ele come escorpiões, ratos e baratas, e que matá-lo é crime ambiental

Gambá que aparece no quintal pode ajudar a reduzir pragas durante a noite

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Gambá no quintal merece espaço para sair enquanto ajuda no equilíbrio do ambiente - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Quando um gambá aparece no quintal, muita gente reage com medo, pedras ou veneno. Mas o animal é um dos maiores aliados da casa no controle de pragas: come escorpiões, baratas, pequenos roedores e insetos que circulam à noite. Além disso, ele é fauna silvestre protegida, e matá-lo é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.

Gambá no quintal pode ajudar no controle de pragas e deve ser protegido
Ativo principalmente à noite, o gambá brasileiro se alimenta de insetos, escorpiões e pequenos roedores, enquanto sua captura, perseguição ou morte sem autorização pode configurar infração ambiental.
🦂
Caça pragas durante a noite
Escorpiões, baratas, insetos, pequenos roedores e até algumas serpentes podem fazer parte da alimentação do gambá.
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Também ajuda a espalhar sementes
Ao consumir frutos e circular entre áreas verdes, o marsupial pode contribuir para a dispersão de sementes.
⚖️
É fauna silvestre protegida
Matar, perseguir ou capturar o animal sem autorização pode gerar responsabilização conforme a legislação ambiental.
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Na maioria das vezes, ele vai embora
Afaste pets, deixe uma rota de saída e retire comida acessível; animais feridos ou presos devem ser encaminhados a órgãos competentes.
Resumo útil: um gambá de passagem normalmente não precisa ser removido à força. Manter distância, recolher ração, fechar o lixo e evitar venenos protege a casa, o animal e o equilíbrio natural do quintal.

Que animal é o gambá brasileiro?

O gambá brasileiro é um marsupial do gênero Didelphis, parente distante dos cangurus. As espécies mais comuns são o gambá-de-orelha-branca, presente no Cerrado, na Caatinga e em boa parte do Centro-Sul, e o gambá-de-orelha-preta, típico da Mata Atlântica. Como os outros marsupiais, as fêmeas carregam os filhotes numa bolsa no ventre nas primeiras semanas de vida.

Apesar do nome, ele não é o mesmo animal do cangambá, ou zorrilho, conhecido por borrifar um líquido de cheiro forte. O gambá também libera odor quando se sente ameaçado, mas sua principal defesa é outra: fingir de morto, ficando imóvel e de boca aberta até o perigo passar.

O que o gambá come à noite

O gambá é onívoro e oportunista, o que faz dele um controlador natural de pragas em áreas urbanas. Ao longo da noite, ele percorre quintais, telhados e terrenos atrás de alimento, e o cardápio inclui:

  • escorpiões, inclusive o escorpião-amarelo, responsável pela maioria dos acidentes graves no país;
  • baratas, besouros, grilos e outros insetos;
  • filhotes de ratos e pequenos roedores;
  • caramujos, lesmas e até pequenas serpentes;
  • frutas caídas, ovos e restos de alimento.

Ao comer frutas, ele também espalha sementes, ajudando a regenerar áreas verdes. Em cidades com problemas de escorpião, a presença de predadores naturais como o gambá é um reforço importante, ainda que não substitua a limpeza de entulhos e a vedação de ralos.

Matar um gambá é crime?

Sim. O artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais, a Lei 9.605, de 1998, proíbe matar, perseguir, caçar ou apanhar animais da fauna silvestre nativa sem autorização, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa. Na esfera administrativa, o Decreto 6.514, de 2008, prevê multa a partir de R$ 500 por animal, valor que sobe quando a espécie é ameaçada. Usar veneno ou ferir o bicho também pode configurar maus-tratos, previstos no artigo 32 da mesma lei.

Muita gente mata o gambá que aparece no quintal por medo, mas poucos sabem que ele come escorpiões, ratos e baratas, e que matá-lo é crime ambiental
Gambá no quintal merece espaço para sair enquanto ajuda no equilíbrio do ambiente – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Gambá transmite doença?

O gambá não é agressivo e raramente ataca pessoas ou pets, mas, como qualquer animal silvestre, pode carregar parasitas. Ele é apontado como reservatório natural do protozoário causador da doença de Chagas e da leishmaniose, o que não significa que transmita essas doenças pelo simples convívio, já que a transmissão depende de insetos vetores. A orientação é não tocar no animal, evitar contato com as fezes e manter a comida dos pets recolhida à noite.

O que fazer quando um gambá aparece em casa

Na maioria das vezes, ele está só de passagem e vai embora sozinho antes do amanhecer. O melhor é deixar uma saída livre, afastar cães e gatos e apagar as luzes do local. Se o animal estiver ferido, preso no forro ou com filhotes dentro de casa, o caminho é acionar o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental ou o órgão ambiental da cidade. O Ibama também recebe denúncias e pedidos de orientação pela Linha Verde, no 0800 061 8080.

Para evitar visitas frequentes, vale fechar bem o lixo, não deixar ração exposta durante a noite, vedar aberturas no telhado e no forro e recolher frutas caídas no quintal. Essas medidas reduzem a oferta de comida e abrigo sem colocar o animal em risco.