Rio
Polícia Militar resgata sargento da Marinha feito refém em São Gonçalo
Mobilização ágil das equipes policiais garantiu a vida da vítima em área de risco; apreensões e prisões foram realizadas no Jardim Catarina
Policiais militares do 7º BPM resgataram o segundo-sargento da Marinha Diogo de Araújo Félix de Souza em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O militar estava mantido como refém, amarrado, agredido e sob constante ameaça de morte no bairro Jardim Catarina, área com atuação da facção Comando Vermelho.
A equipe policial iniciou buscas logo após receber o alerta sobre o sequestro. Os agentes localizaram o fuzileiro naval ferido e com várias escoriações na Rua Expedicionário Moisés de Oliveira. Ele seguiu para atendimento médico no Hospital Estadual Alberto Torres, sem atualizações divulgadas sobre o estado de saúde.
Apreensões e prisões no Jardim Catarina
Houve troca de tiros durante a aproximação das viaturas. Na ação contra o tráfico de drogas, os policiais recolheram os seguintes itens:
uma motocicleta Honda XRE;
três radiotransmissores;
porções de entorpecentes.
Na internet, o comando do batalhão destacou a rapidez do socorro e afirmou que “mais do que combater o crime, nossa missão é preservar vidas!“.
Os agentes conduziram os suspeitos para a 74ª DP (Alcântara). Na delegacia, um homem acabou autuado em flagrante por associação para o tráfico de drogas. Dois adolescentes foram autuados por atos infracionais correspondentes a receptação e associação para o tráfico. A Polícia Civil mantém diligências para apurar as agressões e a tortura cometidas contra a vítima.
Confronto entre policiais na Zona Sudoeste
No domingo (11), outro confronto armado provocou a morte de um subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e feriu cinco agentes na divisa entre Gardênia Azul e Freguesia. Policiais militares dispararam contra os próprios colegas de farda durante uma abordagem.
O episódio começou quando uma equipe do Bope fiscalizava um veículo na Rua Guilherme Moreira. Uma viatura do 18º BPM (Jacarepaguá) avistou a ação e, em razão da baixa visibilidade, presumiu estar diante de criminosos, atirando contra a equipe de elite.
O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, foi baleado, não resistiu aos ferimentos e chegou morto ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
Outros quatro integrantes do Bope e um policial do 18º BPM também sofreram ferimentos. Três receberam alta médica e dois continuam internados em condição estável depois de passarem por procedimentos cirúrgicos.