Rio
Polícia prende envolvido na tortura e morte de jovem de 14 anos em Guaratiba
Crime ocorreu em março, quando três jovens foram cercados por criminosos armados na saída da comunidade César Maia
Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil prenderam, nesta terça-feira (13), um homem apontado como um dos responsáveis pela tortura e morte de um jovem em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Homem foi detido em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Ele responde pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Como aconteceu o crime contra os adolescentes?
O caso ocorreu em março, quando três jovens saíam da comunidade César Maia e acabaram cercados por criminosos armados. O grupo foi submetido a sessões de tortura aplicadas pelos criminosos, entre eles o homem preso nesta terça-feira.
Os agressores contaram com a autorização da cúpula do Comando Vermelho para executar os rapazes. Dois dos adolescentes conseguiram escapar com vida, mas Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, acabou morto. O corpo do garoto foi localizado esquartejado após dois dias de buscas na região.
Quem são os suspeitos identificados pela polícia?
As apurações da Delegacia de Homicídios apontam quatro homens com envolvimento direto na ação criminosa contra as vítimas:
- Diogo Paixão Barbosa
- Jonata da Silva Ramos
- Miguel Ferreira Salvo
- Victor Tavares Vieira
Por que a comunidade César Maia virou foco das ações?
A área dominada pelo Comando Vermelho funciona hoje como base operacional para o plano de expansão da facção criminosa nas zonas Oeste e Sudoeste da cidade. Os investigadores apontam que o local serve de esconderijo, ponto de planejamento e rota de escape para bandidos envolvidos em confrontos armados e assassinatos recentes na capital.
Membros dessa mesma estrutura criminosa também foram ligados a outros episódios violentos. Entre eles está o assassinato do policial civil João Pedro Marquini, ocorrido em março de 2025.
Naquela ocasião, criminosos retornavam de um confronto contra milicianos em Santa Cruz e tentaram assaltar os veículos ocupados pelo policial e pela esposa dele, a juíza Tulla Mello. Logo após a investida violenta, o bando buscou refúgio na comunidade César Maia, local onde a polícia encontrou o automóvel utilizado no ataque.