Polícia prende homem por 'golpe do taxímetro' contra turistas no Galeão - Super Rádio Tupi
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Polícia prende homem por ‘golpe do taxímetro’ contra turistas no Galeão

Homem com 30 anotações criminais atuava no aeroporto havia cerca de 15 anos

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Foto: Reprodução/ TV Globo

Um homem acusado de extorquir passageiros que desembarcavam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, foi preso nesta quarta-feira na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele atuava como captador clandestino, função conhecida como “jóquei”, direcionando viajantes para motoristas de táxi que cobravam valores inflacionados.

A ordem de prisão decorre de um caso registrado em setembro contra turistas do Chile. A família pediu transporte até a região da Rua Uruguaiana, no Centro da capital, mas acabou deixada no Shopping Nova América, na Zona Norte, sendo forçada a pagar R$ 450 pelo trajeto.

Como o suspeito agia no terminal?

O captador abordava passageiros logo no desembarque do aeroporto, visando principalmente pessoas de fora e turistas desavisados. Pelo encaminhamento das vítimas aos motoristas integrantes do esquema, ele recebia uma comissão em dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, o homem operava no terminal aéreo há cerca de 15 anos e acumulava aproximadamente 30 anotações criminais. Conduzido para a Cidade da Polícia, também na Zona Norte, ele sustentou inocência e negou as acusações.

Os táxis usados no golpe contavam com uma peça eletrônica instalada clandestinamente para alterar o taxímetro. O aparelho ficava oculto atrás do botão de abertura do porta-malas, conectado a um interruptor escondido no forro ou sob o carpete do chão.

O condutor acionava o sistema discretamente durante o trajeto, elevando o valor registrado na corrida em cerca de 20%. As investigações tiveram início após um usuário estranhar o salto repentino na cobrança. Em uma das situações identificadas pelos agentes, o percurso do Galeão até a Barra da Tijuca saiu por quase R$ 900.

Investigação aponta frota de 200 veículos e participação de empresas em fraudes

A apuração policial aponta que o esquema pode abranger uma frota estimada em cerca de 200 automóveis. Os investigadores identificaram a participação de uma empresa de locação de veículos e de uma oficina mecânica na montagem das fraudes.

Os automóveis partiam de um pátio no bairro do Rocha e seguiam até Piedade, onde o dispositivo clandestino era embutido. Documentos recolhidos pelas equipes indicam que colocar o aparelho no veículo podia ser uma condição imposta para a liberação do aluguel.

Em 8 de outubro, uma ação conjunta das delegacias de Repressão aos Crimes de Propriedade Imaterial, de Atendimento ao Aeroporto e de Apoio ao Turismo levou 33 pessoas para prestar esclarecimentos, sendo 18 captadores e 15 motoristas, além de recolher veículos, telefones e aparelhos eletrônicos.