Brasil
Chamada de ‘Caribe da Amazônia’, essa praia de rio no Pará tem água cristalina e areia branca que aparece na seca, entre agosto e dezembro
Distrito de Santarém fica a 37 km da cidade, tem a Ilha do Amor entre as 100 melhores praias do mundo e recebe mais turistas no verão amazônico
Areia branquinha, água transparente e sol forte: o cenário lembra o mar, mas fica no meio da floresta. Em Alter do Chão, distrito de Santarém, no oeste do Pará, as praias surgem quando o Rio Tapajós baixa. A temporada vai de agosto a dezembro, no chamado verão amazônico, quando a vila recebe mais visitantes.
Por que Alter do Chão é chamada de Caribe da Amazônia?
O apelido vem da mistura rara de água clara e esverdeada com bancos de areia fina cercados de mata. A vila fica a cerca de 37 km do centro de Santarém, na margem direita do Tapajós. O acesso é pela rodovia Everaldo Martins, segundo a Prefeitura de Santarém.
A fama ganhou o mundo em 2009, quando o jornal britânico The Guardian incluiu Alter do Chão entre as praias mais bonitas do Brasil. Em 2021, a vila venceu o Prêmio UPIS de Turismo como Melhor Destino Turístico Nacional, com 97,55% dos votos.
Em junho deste ano, uma nota da Prefeitura de Santarém informou que a Ilha do Amor ficou em 44º lugar no ranking Best Beaches in the World. Foi a quarta brasileira da lista, que tem Copacabana em 24º: a praia de rio está na mesma prateleira do cartão-postal carioca.

Como a vazante do Tapajós faz surgir a areia branca?
A areia aparece porque o nível do rio desce na vazante e deixa expostos os bancos de sedimento. É assim que se forma a ponta de areia da Ilha do Amor, em frente à vila, um dos principais cartões-postais da Amazônia paraense.
Na cheia, a água cobre as praias e entra na mata, formando florestas alagadas que viram passeio de barco. A região abriga ainda a Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão. Ela aparece entre os atrativos naturais listados pela Secretaria de Estado de Turismo do Pará.
O território da vila é tradicional do povo Borari, e o destino rende muitas histórias. Quem quer ir além da Ilha do Amor tem mais uma leitura sobre esse Caribe brasileiro.
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Que cuidados o banhista deve ter nas praias de Santarém?
O primeiro cuidado é tomar banho longe das embarcações. Em julho de 2025, agentes da Secretaria Municipal de Portos e Transporte Aquaviário fiscalizaram praias como Alter do Chão e retiraram barcos de áreas de banhistas.

Segundo a prefeitura, a atracação irregular abre os perais, buracos na margem que aumentam o risco de afogamento, sobretudo de crianças. Em praia de rio, a profundidade muda de repente, então mantenha os pequenos sempre por perto.
Na qualidade da água, a notícia é boa. O boletim de balneabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, de março de 2026, classificou como próprios os sete pontos avaliados na vila. Antes de mergulhar, confira o boletim mais recente nos canais oficiais da prefeitura.
Outubro ainda é boa época para conhecer Alter do Chão?
Sim, outubro está dentro da temporada de praias, que costuma seguir até dezembro, quando o Tapajós volta a subir. O tamanho da faixa de areia, porém, varia de um ano para outro, conforme o nível do rio.
Além da Ilha do Amor, a prefeitura destaca a trilha da Serra da Piroca, o pôr do sol no CAT e os passeios à Ponta do Cururu e à Ponta do Muretá. Se o Caribe da Amazônia entrou na sua lista, consulte os canais oficiais de Santarém e separe uns dias. Vá sem pressa: essa água transparente merece ser curtida com calma.
Quais são as dúvidas mais comuns sobre a Ilha do Amor?
Três respostas rápidas ajudam quem está montando o roteiro para o oeste do Pará e ainda tem dúvidas sobre a vila.
Onde fica Alter do Chão?
É um distrito de Santarém, no oeste do Pará, a cerca de 37 km do centro da cidade, às margens do Rio Tapajós.
A Ilha do Amor existe o ano inteiro?
Não. O banco de areia surge na vazante do rio e fica coberto pela água durante a cheia.
Dá para visitar a vila fora da seca?
Sim. Alter do Chão recebe turistas o ano todo, e na cheia os passeios de barco pelas florestas alagadas ganham destaque.
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