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Caetano Veloso, Djavan, Diogo Nogueira e outros 29 artistas participam de ato pró-Lula que lota Copacabana

Ato Musical reuniu 32 artistas na Zona Sul do Rio e atraiu 56,4 mil pessoas, segundo estimativa da USP/Cebrap e da More in Common

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Artistas se apresentam em ato musical em apoio à reeleição de Lula, na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, neste domingo (18). Foto: Reprodução/TV Globo

Uma mobilização artística em suporte à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupou a orla de Copacabana, na Zona Sul carioca, na tarde deste domingo (18). O evento, que se estendeu por mais de quatro horas, reuniu 32 nomes da música brasileira em um palco montado na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica.

A manifestação, batizada de Ato Musical pela Democracia, foi idealizada por Caetano Veloso em conjunto com o coletivo 342 Artes. O encontro integra os atos de mobilização na reta final de campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25), na disputa contra Flávio Bolsonaro.

A manifestação reuniu 56,4 mil pessoas às 18h, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common. Com margem de erro de 12%, o público estimado ficou entre 49,7 mil e 63,1 mil participantes. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas por um software de inteligência artificial. Após as 18h, a chuva impediu a realização de novas imagens com drone. O ato foi encerrado por volta das 20h30.

Quais artistas subiram ao palco em Copacabana?

Edu Krieguer abriu as apresentações por volta das 16h15, sucedido por Sophie Charlotte, que interpretou canção gravada por Gal Costa. Em seguida, revezaram-se no microfone o grupo de rap 3030, Rubel, Delacruz, Fernanda Abreu, Jão, Moreno Veloso, Xamã, Puterrier, Ebony, Moacyr Luz, Nego Álvaro, Duda Beat e Jorge Vercillo.

O palco também recebeu encontros ao longo da tarde e do início da noite. Caetano cantou ao lado de Djavan, Flor Gil, Marina Sena e do cantor gospel Kleber Lucas, além de entoar faixas sozinho. Também participaram Jotapê, Gabriel Pensador, Frejat, João Barone, Léo Jaime, Ivan Lins, Geraldo Azevedo, João Bosco, Simone, Chico César e Diogo Nogueira. A bateria da Estação Primeira de Mangueira encerrou o protesto por volta das 20h30 com o samba-enredo de 2019.

O que declararam os músicos durante os shows?

Ao lado de Caetano, Djavan destacou a defesa institucional e desejou um pleito tranquilo aos presentes: “Desejo a todos uma eleição maravilhosa, salve a democracia do Brasil, a soberania do nosso país. Força, saúde e felicidade para todos”.

Caetano apontou a classe artística como uma força resistente a ameaças institucionais e recordou sua detenção durante a ditadura militar, citando colegas que viveram a mesma experiência, como Gilberto Gil e Geraldo Azevedo. O músico afirmou que o ato servia como defesa das liberdades civis e ressaltou que “a juventude é importantíssima nesse momento da nossa história”.

Como ficou o transporte após o término do ato?

O grande volume de participantes na orla provocou dificuldades para quem tentava deixar a região de metrô. A partir das 18h, usuários apontaram lotação excessiva na estação Cantagalo e relataram que acessos fechados prejudicavam o embarque.

Questionada inicialmente, a concessionária MetrôRio informou apenas que operava com intervalos regulares. Perto das 21h30, a empresa divulgou que precisou aplicar medidas de controle de fluxo de passageiros nas estações Cantagalo e General Osório, utilizando grades externas para ordenar os acessos por segurança operacional.

Como foi a manifestação realizada pela manhã?

Mais cedo, a região central da cidade recebeu outro ato a favor do candidato petista, organizado por entidades estudantis, movimentos sociais, agremiações carnavalescas e partidos. O público se concentrou diante da Igreja da Candelária por volta das 10h e caminhou até a Cinelândia, onde ocorreu a dispersão.

Em cima de um carro de som, Chico Buarque discursou contra posturas autoritárias antes de celebrar a participação dos jovens e manifestar apoio ao presidente. “Vamos juntos contra a ignorância, contra a truculência, contra a subserviência. Viva a juventude, viva a democracia”, declarou o cantor.